Desde o que o mundo da TV foi tomado por reality shows, quantos formatos desses que revelam novos talentos vimos no Brasil?
Eu já perdi as contas. "Ídolos", "Fama", "The Voice", "Iluminados", "Qual É o Seu Talento?" ....
São tantos que fica difícil citar todos. Trocam os jurados, mudam-se algumas regras, o cenário é mais caprichado, mas, no fundo, todos querem a mesma coisa: emocionar, encantar e descobrir um novo grande talento da música.
Em comum eles tem também a mesma falta de êxito na principal missão: nenhum lançou de fato ao estrelato algum de seus vencedores.
Ok. Thiaguinho participou do "Fama", da Globo. Mas não foi o vencedor. Alguém ainda se lembra dos nomes dos ganhadores das versões de SBT e Record de "Ídolos" ?
Eu não.
Onde foi parar o meteórico "Rouge", lançado por um reality desses no SBT?
Mesmo assim, a Band investiu muitas fichas em um formato que não tinha ainda aparecido em terras brasileiras: o "X Factor", que estreou ontem (29).
Em audiência, o programa não surpreendeu. Oscilou entre 1,5 e 3 pontos e ficou em quarto lugar no horário.
Também não trouxe nada de muito inovador em seu tempero. A liga dos jurados, Paulo Miklos, Alinne Rosa, Di Ferrero e Rick Bonadio, é boa, e suas escolhas e já renderam inúmeros memes nas redes sociais.
Fernanda Paes Leme, a apresentadora, é assertiva e está segura no comando da atração.
Mas faltou um melhor nível entre os candidatos do primeiro episódio. O "X Factor" lá fora é marcado por vozes surpreendentes.
Entre os selecionados para próxima fase no Brasil, apenas três chamaram atenção do público: Tamires, Luan Lacerda e Carol Sampaio.
Os demais ficaram bem abaixo das expectativas.
Será que desse mato sai uma estrela de primeira grandeza?
Tá difícil.
R7