A Polícia Federal (PF) em Pernambuco prendeu, nesta quarta-feira (31), três homens apontados como os líderes de uma organização criminosa que atuava no tráfico internacional de drogas. Além do grupo, a corporação desarticulou outras duas quadrilhas do Paraná e do Mato Grosso do Sul. Ainda há um quarto suspeito, que não foi localizado.
As ações fazem parte da ‘Operação Minotauro’, deflagrada na madrugada desta quarta e que é resultado de uma investigação iniciada em abril de 2015. Dos três detidos de Pernambuco, dois foram encontrados na Bahia e estão sendo conduzidos à Superintendência da PF no estado, localizada no Bairro do Recife. Já o terceiro suspeito foi preso na casa onde mora, em Jardim São Paulo, Zona Oeste da cidade. O nome da operação é uma referência a um dos cabeças do esquema presos pela PF, conhecido pelo apelido de 'touro'.
Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva e dois de prisão temporária: quatro em Pernambuco, seis no Paraná, um na Paraíba e um no Mato Grosso do Sul. A delegada de Repressão ao Crime Organizado, Adriana Vasconcelos, disse que todos os suspeitos presos eram responsáveis pela articulação do esquema e trocavam informações para garantir o transporte das drogas pelo território brasileiro. Dos 12 mandados, dez foram cumpridos. Além do foragido de Pernambuco, há outro suspeito sendo procurado pela PF do Paraná.

Ainda de acordo com a delegada, ao longo da investigação, foram apreendidas quatro toneladas de maconha, em Minas Gerais, Pernambuco e Alagoas, além de cerca de 20 quilos de cocaína. Já durante a operação deflagrada nesta quarta, com os suspeitos, os policiais apreenderam carros importados, de marcas como Land Rover e Hilux, motocicletas, dinheiro e armas de uso exclusivo do Exército. Ainda não há um balanço do total apreendido.
“Os veículos somam, juntos, R$ 500 mil. Nenhum dos presos possui atividade lícita, carteira de trabalho. Quando questionados, eles alegam que são vendedores autônomos de veículos. A gente estima um prejuízo de R$ 5 milhões para essas organizações”, informou a investigadora.
Ela revelou também que eles planejavam ações violentas contra agentes de segurança e integrantes de grupos rivais. “Práticas relacionadas a homicídios, menção à morte de policiais, mas são menções superficiais que não permitiram concluir ações pontuais”, disse.

Segundo apontam as investigações, a droga vinha de países vizinhos, como Paraguai e Peru, e seguia pelas rodovias do país até Pernambuco. Daqui, parte do entorpecente seguia para a Europa. “O mercado regional (do Nordeste) não vem comportando grande demanda de cocaína. Aqui, a demanda maior é pela maconha”, explicou Vasconcelos.
Também foram cumpridos quatro mandados de condução coercitiva para esclarecer um suposto esquema de lavagem de dinheiro, com o intuito de esconder as atividades ilícitas. Os quatro vão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de dinheiro e porte ilegal de arma de uso restrito e vão ser encaminhados para audiência de custódia.
G1