Estudantes da FAMASUL estiveram em Recife, capital pernambucana, nas manhã e tarde de quarta-feira (31/08), para participar de um ato público em prol da regularização e manutenção das bolsas do PROUPE (Programa Universidade para Todos de Pernambuco). Eles foram recebidos por representantes do Governo do Estado, que definiram prazos de pagamento de ao menos dois meses de repasses atrasados.
Inicialmente, o objetivo da manifestação seria chamar a atenção, por meio de cartazes e palavras de ordem, do Poder Público Estadual para os prejuízos administrativos e pedagógicos da ausência de repasse dos valores subsidiários do programa. Entretanto, em virtude do comparecimento reduzido de alunos, o grupo decidiu ir direto ao Palácio Campo das Princesas para tentar uma audiência com o governador ou representantes da administração estadual.
Os estudantes, entre os quais estava a presidente do DCE, Andresa Honório, do curso de Licenciatura em Química da FAMASUL, foram recebidos por Lúcia Melo, da Secretaria de Fazenda do Estado. Na reunião, foram discutidos os principais entraves enfrentados pelas faculdades sob a jurisdição da AEMASUL (Autarquia Educacional da Mata Sul) e os futuros prejuízos em caso de não lançamento de novos editais de bolsas do programa.
De acordo com Andresa Honório, à comissão de alunos foi garantido o pagamento, no mês de setembro, das mensalidades referentes a junho e julho. Também ficou acertado, segundo ela, o lançamento de um novo edital de bolsas em 2017. Ela alerta, contudo, que é preciso receber as promessas com ressalvas:
- “Estão sempre com os seus discursos prontos, mas nós estamos com nossas indignações. Aguardaremos o cumprimento do prazo estabelecido por eles, caso contrário, estaremos nos organizando novamente para um novo ato”, disse.
Os constantes atrasos nos repasses do PROUPE, que se arrastam por alguns semestres, têm dificultado a saúde financeira das Intituições de Ensino Superior (IES) sob o comando da AEMASUL. Além de serem protelados os vencimentos salariais de professores e técnicos administrativos, impostos trabalhistas e outros encargos também ficam prejudicados. O problema tem sido registrado em quase todas as autarquias educacionais de Pernambuco.