Léo Moura chegou ao Santa Cruz cercado de desconfiança, aos 37 anos. Conhecido por ter passado a maior parte da carreira como lateral-direito - posição que atuou por dez anos no Flamengo e conquistou títulos como a Copa do Brasil e a Série A -, tinha até mudado de posição. Chegou ao Arruda dizendo-se meia, reflexo da idade considerada avançada para o futebol. Porém, tudo mudou. Em pouco tempo voltou para a antiga posição. E os números mostram que o vigor físico não sumiu.
Léo Moura jogou quatro vezes no meio de campo do Santa Cruz, na época de Marcelo Martelotte. Com a chegada de Milton Mendes, voltou à lateral direita. Desde a segunda rodada da Série A, no empate por 2 a 2, contra o Fluminense. A partir daí não deixou mais a posição.
Na última quarta-feira, na vitória por 1 a 0, sobre o Sport, que eliminou o rival da Copa Sul-Americana, Léo Moura fez a 13ª apresentação consecutiva entre os 11 iniciais. Foram cinco partidas seguidas sem ser substituído, ou seja, 450 minutos ininterruptos em campo.
Léo não atuava tantas vezes em série desde a estada no futebol da Índia, quando atuou pelo FC Goa, entre outubro e dezembro de 2015 - ali, entrou em campo 16 em oportunidades, mas como meia. No futebol brasileiro, a última vez que Léo Moura atuou tantas vezes seguidas foi em 2014 - 22 confrontos. Naquela temporada, jogou 50 vezes e marcou um gol.
Ele deve seguir por mais tempo como intocável da camisa 2 do Santa Cruz. O reserva imediato, Vítor, está com uma lesão na panturrilha e não atua desde a derrota por 3 a 2, para o Vasco, pela Copa do Brasil, no dia 20 de julho. Nesta temporada, Vítor jogou 27 vezes com a camisa coral.
Globo Esporte