
Pescador foi morto a tiros perto de bar em Peroba (Foto: Severino Carvalho)
Breno Amaro da Silva, 23 anos, e o tio dele, Leonildo Amâncio da Silva, 30, mais conhecido como “Nêgo”, confessaram que mataram a tiros o pescador Amaro Antônio da Silva, 38, o “Neno”, crime ocorrido no distrito de Peroba, em Maragogi, no dia 30 de agosto. Com um advogado, eles se apresentaram na terça-feira (6) ao delegado municipal, Ayrton Soares Prazeres, que vai indiciá-los pelo crime de homicídio qualificado.
“Eles confessaram o crime e disseram que mataram porque estavam ameaçados de morte por Neno, que tem histórico de violência. Contaram que Neno já cometeu crimes de homicídio e de tentativa de homicídio”, disse o delegado de Maragogi.
Após serem ouvidos, tio e sobrinho foram liberados, já que não houve flagrante. O delegado informou que o inquérito será concluído na próxima semana, quando deve indiciar os acusados. Neno foi surpreendido e morto perto de um bar, ao desembarcar de um carro.
De acordo com a Polícia Civil, ele estava morando em Toritama (PE), depois de se envolver em confusões em Maragogi, para onde regressou apenas para pegar documentos pessoais e dinheiro com o pai, que mora em Peroba, quando foi morto.
O objetivo era viajar a Cuiabá, no dia 3 de setembro, onde recebera uma proposta de emprego. Breno e Leonildo contaram que efetuaram disparos de revólver e de espingarda contra a vítima, que chegou a sacar uma faca e entrar em luta corporal com aquele.
O comandante do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM), tenente-coronel Klingermário Araújo, recordou que, no mesmo dia do crime, o setor de inteligência da PM identificou os autores, que conseguiram fugir e evitaram a prisão em flagrante.
GW