Os sindicalistas caminharam pelo meio da avenida. O trânsito ficou lento, no sentido Centro-Agamenon Magalhães. Cerca de 60 pessoas participaram do início do ato público. Eram 30 pessoas concentradas em cada agência. Os representantes do Sindicato dos Bancários contaram com apoio de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Os sindicalistas afirmam que, além de questões salariais, o movimento tem como meta chamar a atenção da sociedade para a importância dos bancos públicos.
De acordo com Suzinete Rodrigues, presidente do Sindicato dos Bancários de Pernambuco, a categoria pretende mostrar como o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste são fundamentais para os créditos e financiamentos para quem vive no campo. “E a Caixa Econômica é a única financiadora da habitação popular no país”, afirmou.
Segundo avaliação dos sindicalistas, a greve conta com apoio de 75% da categoria em Pernambuco. Algumas agências estão abertas para permitir a realização de atividades urgentes.
Movimento
Os bancários de todo o Brasil reivindicam a reposição da inflação mais 5% de aumento real, além de melhores condições de trabalho. A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial de 6,5% da Fenaban. A mobilização é nacional e foi aprovada na última quinta-feira (1º).
O movimento se dá após a categoria rejeitar a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 6,5% sobre os salários, a PLR e os auxílios refeição, alimentação, creche, e abono de R$ 3 mil. Os sindicatos alegam que a oferta ficou abaixo da inflação projetada em 9,57% para agosto deste ano. O que representa uma perda de 2,8% para o bolso do bancário.
Segundo a Fenaban, a proposta representa um aumento, na remuneração, de 15% para os empregados com salário de R$ 2,7 mil, por exemplo. Para quem ganha R$ 4 mil, o aumento de remuneração será de 12,3%; e, para salários de R$ 5 mil, equivale a 11,1%. O piso salarial para a função de caixa, com o reajuste, passaria a R$ 2.842,96, por jornada de 6 horas/dia.
G1
























