Publicada em 15/09/2016 às 09h04.
Carlinhos é encontrado na Argentina pela Polícia Federal
Pai do menino, o empresário argentino Carlos Attias, foi preso em Buenos Aires

Após sete meses de procura, o menino Carlos Attias Bourdoux, de 8 anos, conhecido como Carlinhos, foi encontrado na Argentina pela Polícia Federal . O pai dele, o empresário argentino Carlos Attias foi preso na cidade de Buenos Aires, capital e maior cidade do país, que tem fronteira com o Brasil e o Paraguai.


O caso ganhou repercussão depois que a mãe do menino, a fisioterapeuta Cláudia Boudoux, denunciou o desaparecimento do filho e acusou o ex-marido. Carlinhos e o pai foram encontrados pela polícia na última quarta-feira (14). A informação foi repassada para a Polícia Federal de Pernambuco pelos investigadores argentinos. 


O nome do empresário havia sido incluído na lista de procurados da difusão vermelha da Interpol no último dia 31 de agosto, passando a ser procurado em 192 países do mundo. A polícia brasileira está providenciando o envio de investigadores a Buenos Aires para o recebimento tanto do pai quanto da criança e retorno para o Brasil. A data da chegada deles no Brasil ainda não está definida.


Entenda o caso


O país vizinho já era considerado pela polícia como o possível destino tomado pelo empresário argentino e o filho. O menino não viajou com o pai a contragosto. Attias se utilizou da alienação parental para convencê-lo.


Primeiro, fez um acordo com a mãe da criança, para retirar a medida protetiva que o impedia de chegar perto dos filhos, expedida por ter cometido maus-tratos contra toda a família. Depois, durante as visitas, começou a jogar a mãe contra as crianças.


De acordo com Cláudia Boudoux, as mais velhas não aceitaram, mas Carlinhos teria ficado confuso. O interesse do empresário argentino nos filhos teria começado quando a mãe iniciou um novo relacionamento.


Mesmo detendo a guarda familiar, Carlos Attías estava infringindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por retirar a criança do convívio com a mãe. Com a federalização no caso, a polícia pernambucana passou a contar com o reforço do Interpol e da polícia Argentina.


Nome do empresário havia sido incluído na lista de procurados da difusão vermelha da Interpol




Folha PE

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