
Segundo o delegado, “Cão do Mangue” foi uma das vítimas do bando (Foto: Severino Carvalho / Arquivo)
O delegado de Maragogi, Ayrton Soares Prazeres, concluiu, esta semana, três inquéritos correlatos e indiciou 11 pessoas acusadas de crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e associação criminosa. De acordo com ele, o bando atua no tráfico de entorpecentes e agia sob o comando de José Cícero Lopes.
Segundo o delegado, mesmo recolhido ao sistema prisional da capital, José Cícero ordenou três assassinatos em Maragogi: um por “acerto de contas” e dois por queima de arquivo. Os três foram praticados dentro do Conjunto Deda Paes (Risca Faca), periferia da cidade.
O delegado informou que vai pedir a prisão preventiva de 7 dos 11 acusados. Os outros quatro já estão detidos por outros crimes. O primeiro homicídio teve como vítima Rosivaldo Soares da Silva, o “Rose”, 31 anos.
O caso inicialmente foi tratado como desaparecimento, supostamente ocorrido em março deste ano, mas o delegado disse estar convicto de que o homem foi morto porque tinha uma dívida gerada pela compra de entorpecentes à quadrilha de José Cícero. O corpo da vítima nunca foi encontrado.
Duas testemunhas do rapto seguido de morte e ocultação de cadáver acabaram assassinadas em seguida: a vendedora de CDs e DVDs, Alzenir Maria Guimarães, a “Mô”, 31 anos, crime ocorrido em maio deste ano, e Ricardo dos Santos Vicente, 41, mais conhecido como “Cão do Mangue”, executado no dia 9 de agosto.
“O trabalho foi iniciado em março, com o suposto desaparecimento, e finalizado esta semana. Os crimes estão relacionados e têm em comum a ligação com o tráfico e o consumo de entorpecentes no Risca Faca”, declarou o delegado de Maragogi.
GW