Enfermeira do posto de saúde da comunidade do Poço da Panela, na Zona Norte do Recife, Cristiane Albuquerque explicou que, para se vacinar, só é preciso levar a caderneta de vacinação. “Se o indivíduo perdeu a caderneta, fica mais difícil, mas quando a pessoa já é acompanhada pelo posto em que vai se imunizar, é possível ver o espelho de vacinas no registro e criar um novo cartão, mas isso demora um tempo”, afirmou Cristiane.
De acordo com ela, para os adultos que não têm o cartão de vacina e não tomaram vacinas há mais de 10 anos, é preciso recomeçar todo o ciclo. “A pessoa deverá ser avaliada e, de acordo com as recomendações, tomar todas as vacinas contidas no calendário”, completou.
O casal Isabelle Barbosa e Fernando Anacleto levaram o filho de um ano e quatro meses, Fernando Neto, para atualizar as vacinas na Policlínica Albert Sabin, na Tamarineira, Zona Norte da Capital. Lá, o garoto foi imunizado contra a Varicela, DTP, Hepatite A, Poliomielite e Gripe. “Ele tinha algumas desatualizadas, mas a maioria das vacinas estão no tempo certo.
Foi bom para se certificar de que tudo está correto”, disse o pai, Fernando Anacleto. No mesmo local, o gerente de restaurante Claudemir Falcão levou a filha, Beatriz, para se vacinar contra o vírus HPV. “Ela tem nove anos e está na época da imunização. Aproveitei para trazê-la durante a campanha”, explicou Claudemir.
De acordo com a coordenadora do Programa Estadual de Imunização da Secretaria Estadual de Saúde (SES), Ana Catarina de Melo, para cada vacina é estabelecido o número de doses, a idade mínima e máxima para receber cada dose e os intervalos ideais entre as doses. “Se um esquema vacinal não for completado ou for realizado no tempo inadequado, a pessoa não ficará imune às doenças. Caso haja alguma dúvida, nossa indicação é ir a um posto de saúde, sempre munido da caderneta de vacinação, para que um profissional analise se será necessária a aplicação de alguma dose”, ressalta Ana Catarina.
JC Online