O Ministério das Cidades vai retomar as obras de 403 unidades do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) em Palmares, Zona da Mata do Estado, que estavam paralisadas. Os habitacionais fazem parte da faixa 1 do programa, no qual o Governo Federal subsidia 90% do valor do imóvel. O investimento é de R$ 8 milhões e a construção começa ainda este mês.
As habitações integram o conjunto de mais de 50 mil unidades do MCMV suspensas em todo o Brasil, de acordo com o ministro das Cidades, Bruno Araújo. “Dessas, 16 mil já foram retomadas - inclusive 502 no município de Correntes, no Agreste de Pernambuco, com investimentos de R$ 12 milhões, além de Palmares”, comentou. “Até fevereiro, todas as obras paradas do MCMV em Pernambuco devem ser reativadas”, prometeu.
Durante visita ao Estado para participar de evento de aniversário do Real Hospital Português, ontem, o gestor da Pasta antecipou que, na próxima segunda-feira voltará a solo pernambucano para entregar 224 unidades do Conjunto Habitacional Eduardo Campos, no bairro da Linha do Tiro, no Recife. Essa obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Urbanização, cujas unidades foram transferidas para o MCMV. “As casas serão doadas às famílias retiradas de áreas precárias na Bacia do Beberibe”, explicou.
“Futuramente, elas também poderão receber o cartão reforma”, disse, se referindo ao programa social no qual pessoas de baixa renda conseguem incentivos para melhorias nas suas moradias.
Embora o Ministério da Fazenda tenha apontado redução do MCMV para 2017, Araújo ratificou a continuidade de investimentos para o programa, sustentando que, até janeiro do próximo ano, serão contratadas 70 mil unidades da faixa 1. Ele destacou as 30 mil unidades do MCMV atualmente em construção em Pernambuco, as quais representam R$ 1,6 bilhão em investimentos. “Além disso, temos viabilizado recursos para outros projetos como a urbanização de Aritana, em Jaboatão dos Guararapes, cujo investimento é de R$ 20 milhões, 1,2 mil unidades habitacionais transferidas de obras de mobilidade e de saneamento para o MCMV, além de recursos que a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) vem recebendo com regularidade por meio do PAC”, enfatizou o ministro.
Barragem
A implantação da Barragem de São Bento do Una, no Agreste do Estado, também foi destacada pelo ministro das Cidades. A ordem de serviço do projeto foi assinada ontem por ele e pelo governador Paulo Câmara. O orçamento é de R$ 54,5 milhões e a barragem terá capacidade de acumular 18 milhões de metros cúbicos de água, beneficiando os municípios de São Bento do Una e também de Capoeiras, os quais somam aproximadamente 80 mil habitantes. Atualmente, o abastecimento da região depende do fornecimento da Adutora de Pau Ferro, em Quipapá, depois que a barragem de Belo Jardim entrou em colapso.
FolhadePE