Publicada em 21/09/2016 às 09h54.
Delegações saem da sala durante discurso de Temer na ONU
Em sua fala, Temer defendeu a legitimidade do processo que levou ao impeachment de Dilma.

Algumas delegações latino-americanas se retiraram da sala quando o presidente Michel Temer fez seu discurso na ONU (Organização das Nações Unidas), na abertura da Assembleia Geral, nesta terça-feira (20).


"Equador, Costa Rica, Bolívia, Venezuela, Cuba e Nicarágua saem da Assembleia quando Michel Temer toma a palavra", disse o chanceler equatoriano, Guillaume Long, que já havia se pronunciado contra o impeachment de Dilma Rousseff.

O Ministério das Relações Exteriores da Costa Rica soltou uma nota sobre a debandada. "Preocupa-nos a situação neste país, cujo povo apreciamos. [...] Nossa decisão soberana e individual, de não escutar a mensagem do sr. Michel Temer na Assembleia Geral, obedece a nossa dúvida de que, ante certas atitudes e ações, ele queira lecionar sobre práticas democráticas."


Procurada pela reportagem, a assessoria do presidente Temer disse que ele ainda não sabia da ausência dos representantes vizinhos e que não se pronunciaria sobre o assunto. Em seu primeiro discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) como presidente, Michel Temer defendeu nesta terça (20) a legitimidade do processo que levou ao impeachment de Dilma Rousseff e disse que no Brasil ninguém está imune à ação da lei.


NAÇÕES UNIDAS

A menção ao impeachment e à transição política no Brasil foi feita no fim de um discurso em que Temer falou sobre as prioridades do país em política externa e cobrou mudanças da ONU para que a entidade possa lidar com o "deficit de ordem" que há no mundo.


Para isso, reiterou uma antiga reivindicação do Brasil, a reforma do Conselho de Segurança. "Queremos uma ONU de resultados, capaz de enfrentar os grandes desafios do nosso tempo. Nossos debates e negociações não podem confinar-se a estas salas e corredores", disse. "Os semeadores de conflitos reinventaram-se. As instituições multilaterais, não. O Brasil vem alertando, há décadas, que é fundamental tornar mais representativas as estruturas de governança global, muitas delas envelhecidas e desconectadas da realidade. Há que reformar o Conselho de Segurança da ONU."


A Assembleia Geral da ONU é considerada a instituição mais democrática da organização, já que o voto de cada um dos 193 países-membros tem o mesmo peso. Mas o poder real de decisão está no Conselho de Segurança, no qual os cinco membros permanentes tem poder de veto -EUA, China Rússia, Reino Unido e França.


A abertura anual da Assembleia Geral, geralmente ocorrida em setembro, costuma chamar a atenção mundial pela presença de dezenas de chefes de Estado, que tem o palco da organização para marcar posições, mas não tomar decisões.


Folha PE
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