Publicada em 07/10/2016 às 10h33.
Estudantes e pais de alunos realizam protesto contra adolescente estuprada em Palmares
Com cartazes e palavras de ordem, grupo reuniu-se para lutar pelo fim da cultura do estupro na região.

Estudantes, professores e pais de alunos realizaram, na tarde de quinta-feira (05/10), um protesto pacífico no centro da cidade de Palmares, Mata Sul do estado, contra os recentes casos de estupro a crianças e adolescentes na região.  As ocorrências tem deixado a população indignada, exigindo uma resposta rápida das autoridades competentes.

 

A manifestação teve início por volta das 15h, na praça Paulo Paranhos. Empunhando cartazes e gritando palavras de ordem, centenas de estudantes e transeuntes reuniram-se para clamar por justiça. O mais recente caso de uma adolescente de 15 anos, do bairro São Francisco, que teria sido sequestrada de sua residência por um elemento desconhecido e estuprada por algumas horas numa grota afastada na última terça-feira (04/10), foi o estopim para que os colegas de classe e também alunos de outras escolas se organizassem para exigir empenho nas investigações.

 

Segundo Chaingui Rafael, 26, estudante, um dos coordenadores, a ideia de organizar uma manifestação pacífica começou pelas redes sociais. Mas o que parecia ser apenas um protesto com algumas dezenas de pessoas, aos poucos tomou grande proporção. Ainda de acordo com ele, além de cobrar uma resposta das autoridades competentes, os estudantes objetivam conscientizar a sociedade com relação à cultura do estupro, que tem feito muitas vítimas entre mulheres e crianças:

 

- “A nossa intenção aqui é chamar a atenção das autoridades no tocante à violência contra mulheres e crianças. Esse tipo de abuso é intolerável. Temos que lutar pelo fim da cultura do estupro, que tem feito vítimas muitas crianças, adolescentes e mulheres. É preciso conscientizar-se disso”, explicou.

 

FAMÍLIA ARRASADA


A família da adolescente palmarense também esteve presente no protesto. Odineide da Silva de Oliveira, dona de casa, mãe da garota, enalteceu a postura dos colegas de escola de sua filha. Ela disse, contudo, que o trauma, que atingiu toda a família, ainda é um fator muito forte na vida da jovem, que tem se retraído socialmente e não consegue sequer dormir direito:

 

- “Passa por essa situação é um sofrimento muito grande para uma família, porque a dor que eu estou sentindo ninguém deve sentir. Minha filha ainda está em choque, não fala, só movimenta a cabeça e acorda assustada à noite, aos gritos.”, disse, emocionada.

 

 

A manifestação estendeu-se até as 17h. Nenhum incidente negativo foi registrado. A ideia dos organizadores é, inclusive, realizar mais protestos dessa natureza no município.

 

 

 

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TODOS OS COMENTÁRIOS (1)



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  • Ana claudiaJul 2016
    Essa situaçao poder deixa isso passa muito triste tudo isso que aconteceu com essa estudante e o que vem acontecendo em.nossa cidades tem que te justiça colocar na cadeia ate morrer mas como os governantes nao se preocupa com a seguraça do nosso municipio fica mas deficil e bom chamar a tv as radios
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