Publicada em 07/10/2016 às 11h01.
Justiça concede liminar que determina afastamento do prefeito de Ribeirão por improbidade
Servidores sofrem com atrasos de seus vencimentos de até seis meses. Ação civil do Ministério Público é parte da Operação Terra Arrasada.
Promotor de Justiça de Ribeirão, Marcelo Greenhaelg (Foto: Cláudia Ferreira/G1)

A pedido do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), a Justiça concedeu na quarta-feira (5) uma liminar determinando o afastamento do prefeito de Ribeirão, Romeu Jacobina de Figueiredo, por suspeita de improbidade administrativa.


Nesta quinta-feira (6), o promotor de Justiça da cidade, Marcelo Greenhaelg, explicou que o motivo da ação civil pública, ajuizada pelo MPPE no último dia 27 de setembro, é o não pagamento de salários dos servidores, aposentados e pensionistas do município da Mata Sul do estado, além dos contratados e comissionados.


A determinação foi assinada pelo juiz Antônio Carlos dos Santos. De acordo com o promotor, o atraso dos salários chega a ser de seis meses. Os pagamentos dos aposentados e pensionistas chegou a ser regularizado a partir de 24 de agosto, quando a Justiça determinou o bloqueio de todas as verbas do município, que só eram liberadas pela Justiça para pagamento dos vencimentos. Como a Prefeitura não cumpriu a entrega o plano de quitação das dívidas com pessoal até o final do ano, outra exigência presente na ordem judicial, o MPPE decidiu pedir o afastamento.


“A pedra basilar dessa ação foi que pessoas chegaram a morrer ou ter doenças sérias agravadas, sobretudo aposentados e pensionistas, por não estarem recebendo seus vencimentos”, explicou o promotor Marcelo Greenhaelg.


Na ação civil, o Ministério Público também solicita o bloqueio dos bens pessoais do prefeito, de dois secretários e do controlador-geral do município, mas o juiz decidiu, no entanto, que esse pedido será avaliado após a defesa dos envolvidos.


A ação faz parte da operação Terra Arrasada, na qual atuam em conjunto Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e Ministério Público de Contas. A operação pretende impedir e inibir que gestores não candidatos à reeleição e/ou que seus indicados não venham a ser eleitos pratiquem a política da terra arrasada, deixando uma dívida pública, zerando o cofre público, destruição dos documentos, entre outras ações, nesses últimos três meses do mandato.


De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor (CAOP/MPPE), Maviael Souza, a operação deve se espalhar por mais municípios do estado. “O Ministério Público tem recebido denúncias em várias cidades de desmonte do governo municipal. São muitas cidades em que o prefeito não se reelegeu ou não teve seu indicado político eleito e, por isso, promovem essas ações de improbidade para deixar a ‘terra arrasada’ para o governo sucessor”, avalia Maviael.


G1

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