Publicada em 12/10/2016 às 08h45.
As seis recomendações para vida esportiva e saudável das crianças
A prática esportiva livre de pressões favorece o organismo e mantém as condições de vida saudável.

Várias pesquisas já concluíram de maneira surpreendente que estimular as atividades físicas e esportivas nas crianças trouxeram benefícios para a saúde cardiovascular, ortopédica e o futuro profissional delas, tanto pela sociabilização como pelas amizades que ficam como contatos.

O fato é que essas participações deixaram o lado lúdico, tão caro e essencial para a formação das crianças, e se tornaram uma necessidade doentia das famílias menos favorecidas, em ter nessa criança sua fonte de recursos financeiros e crescimento social. Os exageros de alguns pais, não aceitando as derrotas, exigindo erro zero, qualificação em níveis ótimos de adulto, tornam a vida deles um verdadeiro inferno de exigências inatingíveis.


Crianças brincando natação euatleta (Foto: Getty Images)
O mais importante para as crianças é incentivá-las a fazer esporte como uma forma de lazer (Foto: Getty Images)

A prática esportiva livre de pressões favorece o organismo e mantém as condições de vida saudável. Porém, para ter certeza do benefício, é preciso ter em mente as principais precauções a serem tomadas, a fim de não ocorrerem lesões antes ou durante a prática do exercício.


Recomendações:


- Conhecer o estado de saúde cardiovascular e ortopédica para esportes


- Avaliação com cardiologista do esporte, e eletrocardiograma anual por recomendação oficial, vimos muitos laudos errados de quem não era especialista


- Até os 12 anos recomenda-se apenas o chamado aprendizado de iniciação esportiva com educador físico qualificado


- Nunca forçar praticar esporte que a criança não goste


- Não exagerar nos treinamento e cobranças


- Escolher o material adequado para o esporte da preferência


Os resultados surpreendentes começaram a aparecer no aspecto da saúde. Publicamos em outubro, na Revista do Departamento de Ergometria e Exercício da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DERC), um trabalho científico do nosso grupo em São Paulo, que analisou o aparelho cardiovascular de mais de 500 atletas federados entre 12 e 17 anos. 

A carga de treinos foi de seis horas semanais por cinco anos em média e as várias alterações chamadas de adaptações do coração de atleta comuns em adultos já apareceram precocemente, indicando a intensidade surpreendente exigida desses jovens.


euatleta dia das crianças corrida (Foto: Divulgação)
Livre de cobranças dos pais, crianças precisam de atividade física de forma lúdica, diz médico (Foto: Divulgação)

 

Além do aspecto físico temos o psicológico, onde crianças e adolescentes começam a sentir o peso das competições e a pressão por bons resultados. Além dos excessos físicos para a saúde cardiovascular e ortopédica, o próprio gosto para o esporte começa a diminuir. Não são poucos os bons atletas mirins que desistem por estarem saturados das cobranças e dedicação militar como a dos atletas veteranos.

Nas avaliações que fizemos encontramos “sopros” cardíacos, elevações da pressão arterial, anemia e até surpreendentes taxas elevadas de colesterol, causadas por erros alimentares. A necessidade de maior força física implica em mais treinamento e, consequentemente, maior esforço nas articulações, deixando-as mais propensas às lesões.

 

 

 

Globo Esporte

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