Publicada em 14/10/2016 às 16h04.
Alerta: aumenta o numero de casos de sífilis em Pernambuco
Em 2015, foram notificados 3249 casos em Pernambuco.

 

1.220 dos casos acometeram gestantes / Foto: Reprodução

1.220 dos casos acometeram gestantes

 

Em 2015, foram notificados 3249 de sífilis em Pernambuco. Desse total, 1.220 acometeram gestantes, 1.220 são casos de sífilis adquirida e 1.171 congênita. Apesar de ser uma doença de fácil diagnóstico e tratamento, o aumento no número de casos chamou a atenção da Secretaria de Saúde do Estado.

 

Na manhã desta sexta (14), técnicos do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) distribuíram folhetos informativos e preservativos femininos e masculinosna Estação Central do Metrô, Bairro de São José, Centro. 


"Sempre uso camisinha, mas nunca usei a feminina. Aproveitei a ação para pegar algumas e ter as orientações tanto sobre o uso, quanto sobre a doença", diz a vendedora Adriana Gomes, 42.


O teste rápido (TR) de sífilis está disponível nos serviços de saúde do SUS, sendo prático e de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos, sem a necessidade de estrutura laboratorial.


Prevenção


“Historicamente, sabemos que as mulheres procuram mais os serviços de saúde. Então, é necessário chamar a atenção que as ações de prevenção e assistência devem se estender aos homens. Se apenas a mulher se trata, a cadeia de transmissão não será interrompida, ficando essas mulheres vulneráveis à recontaminações pela bactéria da sífilis”, esclarece o coordenador do Programa de IST/Aids, François  Figueiroa.


A doença é causada por uma bactéria chamada Treponema pallidum, que é geralmente transmitida via contato sexual e que entra no corpo por meio de pequenos cortes presentes na pele ou por membranas mucosas.


Apesar do sexo ser o principal meio de contágio, a mulher portadora da bactéria durante a gestação pode transmitir para o feto durante todo o período gestacional. O resultado da contaminação do feto pode ser o abortamento, óbito fetal e morte neonatal ou o nascimento de crianças com sífilis.

 

Após a infecção inicial, a bactéria pode permanecer no corpo da pessoa por décadas para só depois manifestar-se novamente.

 

JC Online

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