Publicada em 21/10/2016 às 17h32.
Fundo garante quase R$ 45 milhões para combater a zika na América Latina
De acordo com o presidente do Instituto Butantã, Jorge Kalil, em 2017 deve ser iniciado o teste da medicação na população.

Com investimento de 11,5 milhões de euros (cerca de R$ 45 milhões), foi lançado  no Recife o ZikaPlan – Rede de Enfrentamento ao Zika da América Latina. O projeto foi divulgado por 25 institutos de pesquisa da área de saúde pública da América Latina, América do Norte, África, Ásia e Europa, que se reuniram, no início da manhã desta sexta-feira (21), na Universidade de Pernambuco, em Santo Amaro. Além do Brasil, há 11 nações que participam da ação: Suécia, Bélgica, Holanda, França, Colômbia, Cuba, Senegal, Suíça, Coréia, Reino Unido e Estados Unidos

Com o objetivo de melhor compreender a doença, prevenir sua disseminação e educar a população afetada com o surto do zika, a iniciativa global foi criada a partir da chamada do fundo de investimento em pesquisas Horizon 2020, da Direção Geral de Pesquisa e Inovação da Comissão Europeia. O projeto também tem o intuito de construir uma capacidade de resposta sustentável, na América Latina, a outras doenças infecciosas emergentes. 

Segundo a especialista Laura Rodrigues, da London School of Hygiene and Tropical Medicine, do Reino Unido, há 27 iniciativas mundiais para confecção da vacina contra o Zika. De acordo com o presidente do Instituto Butantã, Jorge Kalil, há estudos relacionados à vacina, que já vem sendo preparada pelo Instituto Nacional de Saúde (ING) dos Estados Unidos pelo ING. O pesquisador informou, ainda, que em 2017 deve ser iniciado o teste da medicação na população. A previsão do gestor é de que a versão final da vacina seja concluída em dois anos.


"É muito difícil falarmos em data. O que estamos tentando fazer é cortar todos os tempos. Mas sempre com muita segurança. Não podemos jamais colocar em risco qualquer pessoa da população. No ano passado eu disse que sairiam em 3 anos agora eu digo 2 anos se as coisas continuarem evoluindo com a velocidade que estamos vendo. ", avaliou Kalil. 


Ainda conforme Laura Rodrigues, as estimativas internacionais são de que a epidemia de zika no País pode durar até 5 anos ou ainda por mais tempo, já que não se sabe sobre o comportamento do vírus na população. Para a pesquisadora, um dos grandes receios, atualmente, é de que a doença chegue mais forte em áreas onde não foi encontrada. 

Entre as instituições que irão participar dos estudos, há cinco brasileiras: Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Universidade de Pernambuco (UPE), Universidade de São Paulo (USP), Instituto Butantã e a Associação Técnica–Científica de Estudo Colaborativo Latino Americano de Malformações Congênitas. 

O ZikaPlan foi lançado durante o “Congresso ZikaPlan Kick-off meeting”, que teve início na última quarta-feira (19) e se encerra nesta sexta (21).


“É simbólico que a realização do primeiro encontro do ZikaPlan seja em Pernambuco. Já que o problema tornou-se evidente no Nordeste, é importante que as soluções sejam emanadas com a participação e integração da comunidade cientifica do Nordeste e de Pernambuco”, disse o professor da Universidade de Pernambuco Ricardo Ximenes.O próximo encontro será em agosto de 2017, em Cuba.  

 

 

 

G1

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