O prefeito de Itamaracá, Paulo Batista (PTB), foi afastado do cargo, ontem, como resultado dos desdobramentos da Operação Itakatu, da qual ele é o principal alvo. Dentre as acusações investigadas estão lavagem de dinheiro, fraude e utilização de empresas de fachada. O vice-prefeito, Ephrem Macedo (PPS), tomou posse ontem e assume até o fim do ano. Em janeiro de 2017, o desafio de tocar a gestão fica nas mãos de Tato (PSB), que derrotou Paulo Batista nas eleições de outubro.
Foram afastados outros membros do secretariado, como o seu irmão, João Batista, secretário de Infraestrutura, e o procurador-geral Luiz Farias. “Eles são considerados o núcleo duro do esquema”, diz o procurador do Ministério Público de Contas (MPCO) Cristiano Pimentel. O grupo é suspeito de desviar recursos públicos através do sistema de coleta de lixo da cidade.
A intenção do processo é impedir que os suspeitos destruam provas, por isso, até o fim das investigações eles não só estão impedidos de retornar aos seus cargos, como de entrar em qualquer prédio público municipal. “Todos os prefeitos, em fim de mandato, estão vendo que não há impunidade, não adianta praticar terra arrasada só porque perdeu as eleições”, fala Cristiano Pimentel.
Com um prejuízo erário que pode chegar a milhões, segundo o MPPE, os salários atrasados resultaram num protesto dos servidores na última terça-feira em frente ao fórum da comarca de Itamaracá. Antes de ir para a posse na Câmara dos Vereadores, Ephrem Macedo falou sobre a situação. “Estamos tentando já tomar algumas decisões para o município não parar. Vai ser necessário fazer um enxugamento da máquina para poder arcar com todos os custos”, disse.
Diairo de Pernambuco