Os brasileiros sofreram prejuízos de US$ 10,3 bilhões (aproximadamente R$ 35 bilhões) com ataques virtuais neste ano, revelou o relatório anual Norton Cyber Security Insights, divulgado nesta quarta-feira (16).
Durante o período, o país observou um aumento de 10% no número de ciberataques sofridos em relação a 2015, com uma tendência de aumento puxada, principalmente, pela falta de cuidado e excesso de confiança de usuários com a segurança de seus equipamentos.
De acordo com o levantamento, um em cada cinco usuários de dispositivos conectados não tem nenhuma medida de proteção neles. Além disso, 62% dos consumidores acreditam que dispositivos conectados já são projetados nativamente com segurança virtual.
A maior preocupação é que, como aponta o relatório, apesar de não protegerem seus dispositivos, usuários têm a consciência do risco que correm online. Metade dos consumidores questionados, por exemplo, concordam que nos últimos cinco anos, tornou-se mais difícil ficar seguro online do que no mundo real.
Em média, 60% dos entrevistados também disseram acreditar que fornecer dados financeiros na internet quando conectado ao Wi-Fi público é mais arriscado do que ler o número de seu cartão em um ambiente público. "Nossas descobertas mostram que as pessoas estão cada vez mais conscientes da necessidade de proteger suas informações pessoais on-line, mas não estão motivadas a tomar precauções adequadas para ficarem seguras", afirmou Fran Rosch, vice-presidente executivo da Norton.
"Enquanto os consumidores continuam complacentes, os hackers estão melhorando suas habilidades e adaptando seus golpes para aproveitar de cada brecha". O Norton Cybersecurity Insights Report é uma pesquisa on-line com 20.907 usuários de dispositivos com mais de 18 anos de idade, em 21 países, incluindo o Brasil.
A amostra do Brasil reflete a contribuição de 1.000 brasileiros maiores de 18 anos que utilizam dispositivos conectados, entre 14 de setembro à 4 de outubro de 2016. A pesquisa foi encomendada pela Norton by Symantec e produzida pela Edelman.
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