Publicada em 18/11/2016 às 09h32.
Dupla é presa ao vender cédulas manchadas por sistema antifurto
Ação ocorreu em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco. Homens tinham R$ 24 mil; notas de R$ 100 saíram de caixas eletrônicos.

Dois homens foram presos em flagrante pela Polícia Civil de Pernambuco com R$ 24,5 mil em cédulas manchadas com tinta usada em dispositivos de proteção contra furtos e roubos de caixas eletrônicos. A captura ocorreu em Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata do estado, quando os suspeitos estavam comercializando as notas.


De acordo com a polícia, os suspeitos vendiam cédulas de R$ 100. Duas notas manchadas valiam uma nota limpa. Mais informações serão repassadas em entrevista coletiva marcada para a sexta-feira (18). Os dois homens seguiram para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), no Recife


A polícia ressaltou que desde o dia 1º de novembro, está em operação o reforço da Força-Tarefa  para combater assaltos e explosões em bancos do estado. O governo empregou mais quatro equipes para desempenhar os trabalhos de investigação.


Caixas foram explodidos, mas ladrões não levaram o dinheiro (Foto: Ascom PMPE)
Explosão de caixas eletrônicos virou rotina em Pernambuco (Foto: Ascom PMPE)

Onda de crimes
No dia 31 de outubro, o Sindicato dos Bancários de Pernambuco divulgou um levantamento que revela que 190 ações violentas foram cometidas contra agências bancárias e caixas eletrônicos no estado entre 1º de janeiro e 27 de outubro deste ano. O mapeamento tem como base dados reunidos pela entidade através dos bancos, do Sindicato dos Vigilantes e da Secretaria de Defesa Social (SDS-PE).


De acordo com o levantamento dos bancários de Pernambuco, desde o início de 2016, foram registrados 12 assaltos, cinco sequestros, 27 explosões e 13 arrombamentos de agências das instituições financeiras. Nos terminais de autoatendimento instalados fora das agências, foram 128 ataques, além de cinco explosões de carros-fortes.


Das ocorrências de roubo e furto a terminais de autoatendimento, o dado foi detalhado. Com uso de explosivo, foram 40 registros entre janeiro e setembro de 2016, um pouco maior que o observado no mesmo período do ano anterior, com 34 ocorrências. No total, em 2015, foram registradas 184 "ocorrências tentadas e consumadas", que englobam roubo e furto a banco, roubo e furto a caixa eletrônico e roubo e furto a caixa forte. A Secretaria não divulgou o número parcial de 2016.


A SDS ainda informou que a Polícia Civil desarticulou, entre janeiro e setembro deste ano, 12 quadrilhas de crimes contra instituições financeiras e prendeu 80 pessoas envolvidas em ações com maçarico,  explosivos, por roubo a banco,  assalto a carro forte e 'pescaria', quando os criminosos avariam a boca do caixa eletrônico e usam um equipamento tipo anzol para pegar envelopes de dinheiro.


G1

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