esidente venezuelano, Nicolás Maduro, pediu neste sábado (3) uma reunião com o colega uruguaio, Tabaré Vázquez, para exercer o direito de defesa de seu país ante a suspensão de seus direitos como Estado membro do Mercosul.
Em rede nacional de rádio e TV, Maduro afirmou que "a Venezuela não reconhece esta decisão ilegítima, e segue exercendo a presidência temporária do Mercosul".
Os quatro países fundadores do bloco - Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai - enviaram nesta sexta-feira um comunicado à Venezuela informando que seus direitos como membro pleno haviam sido suspensos.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2016/F/t/hUp0HkScilHLVR6gzAog/maduro.jpg)
Mercosul decidiu pela suspensão da Venezuela, do presidente Nicolás Maduro (Foto: Marco Bello/Reuters)
"A Venezuela cumpriu 95% das normas do Mercosul. Há governos dos fundadores que não cumpriram, alguns estão com 70%", afirmou o venezuelano.
"É um golpe de Estado injusto e imoral da tríplice aliança, imposto pelo governo brasileiro, golpista, e a ultradireita argentina", denunciou Maduro, afirmando que a decisão foi tomada após um intenso lobby dos Estados Unidos em Brasília, Montevidéu e Assunção.
A Chancelaria venezuelana divulgou hoje um comunicado que classifica a decisão de fraudulenta.
"A sanção pretendida não tem base legal válida (...) Um grupo de chanceleres que confabulou para tramar uma fraude contra a instituição do Mercosul não pode substituir a sua legalidade", diz o texto.
G1