Publicada em 06/12/2016 às 09h23.
Apesar de resistência da McLaren, Mercedes admite interesse em Alonso
O grande empecilho para a Mercedes é que Fernando Alonso possui contrato com a McLaren até o fim de 2017.

Imagine Lewis Hamilton e Fernando Alonso fazendo dupla no melhor carro do grid. Ok, isso já aconteceu em 2007, na McLaren. E pode se repetir em 2017 na Mercedes, se depender dos desejos de Toto Wolff. Em entrevista à TV inglesa “Sky Sports”, o chefe da equipe alemã admitiu que tem interesse no espanhol bicampeão para substituir Nico Rosbergque pegou a escuderia de surpresa ao anunciar a aposentadoria menos de uma semana depois de conquistar o título mundial, em Abu Dhabi.

- Temos que considerar Fernando. Ele é um piloto que respeito muito. Ele combina talento, velocidade e experiência. Está tudo lá – reconheceu Wolff.


O grande empecilho para a Mercedes é que Fernando Alonso possui contrato com a McLaren até o fim de 2017. Por isso, Wolff reconhece que também analisa outras possibilidades no mercado. Nomes como Pascal Wehrlein, que estreou na Manor e é piloto do programa Mercedes, e Valtteri Bottas, da Williams, são os mais cotados.

- Ele está sob contrato no momento, então precisamos colocar na balança todas as opções – admitiu o dirigente.

Toto Wolff e Paddy Lowe (Foto: Getty Images)
Toto Wolff, chefe da Mercedes (Foto: Getty Images)

E se depender da McLaren, Alonso não sai da equipe de jeito nenhum. Na última segunda-feira, o novo chefe do time, Zak Brown garantiu que o espanhol não abandonará o projeto da escuderia inglesa para se juntar à Mercedes.

Hamilton e Alonso foram companheiros de equipe na McLaren em 2007. O espanhol havia sido contratado com pompas, após conquistar os títulos nos dois anos anteriores pela Renault, enquanto o inglês estreava na categoria com status de promessa. A parceria, no entanto, virou uma bomba-relógio. Incomodado com a surpreendente concorrência de Lewis, Alonso começou a suspeitar de privilégios de Ron Dennis ao companheiro. O desgaste com a cúpula do time culminou com o bicampeão delatando um escândalo de espionagem da McLaren à Ferrari, que ficou conhecido como “Spygate” e resultou na exclusão da equipe do Mundial de Construtores e uma multa milionária. No fim da temporada, Hamilton e Alonso acabaram vendo o título do Mundial de Pilotos escapar para Kimi Raikkonen, da Ferrari.

 

 

Globo Esporte

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