Publicada em 08/12/2016 às 10h16.
Marco Aurélio Mello critica o não afastamento de Renan Calheiros
"Integrantes do Supremo têm que perceber a envergadura da cadeira", alerta ministro Marco Aurélio Mello.

Por seis votos a três, o Supremo Tribunal Federal decidiu não afastar o senador Renan Calheiros da presidência do Senado. O ministro Marco Aurélio Mello criticou a Corte e o Senado pela decisão


“O Supremo saiu, a meu ver, como a última trincheira da cidadania, desgastado. Também saiu desgastado o Senado”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã. “As gerações futuras e a história serão cobradoras impiedosas (...) Não vejo com bons olhos a decisão do tribunal”, completou.


O ministro atendeu a um pedido liminar feito pela Rede Sustentabilidade e afastou Renan Calheiros (PMDB-AL) do cargo por pouco tempo. A alegação da Rede é de que Renan não poderia estar na linha de sucessão da presidência da República por ser réu em ação penal. Marco Aurélio afirmou que o que credencia o senador a assumir a presidência é seu cargo como chefe do Senado.


Marco Aurélio também alegou que, em sua decisão, frisou que se pulasse o Senado, neste caso, para que o presidente do Senado não viesse, devido a alguma eventualidade, assumir a cadeira de chefe de Estado. “Nós precisamos corrigir rumos e, para corrigir rumos e chegar a dias melhores, há de se respeitar a lei das leis da República, que é a Constituição”, disse.


O ministro do Supremo também negou que tenha ocorrido uma negociação para determinar uma saída para qualquer impasse criado.


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