Uma família ficou ferida após o incêndio na comunidade Santa Luzia, na Torre, Zona Oeste do Recife. De acordo com testemunhas, um homem enfrentou as chamas para salvar a filha, de apenas 1 ano. Segundo a assessoria de comunicação do Hospital da Restauração (HR), no Centro da cidade, ele teve 40% do corpo queimado. Além do pai, a mãe e a criança também foram levados ao HR, por causa da quantidade de fumaça inalada.
Ivanildo da Silva Oliveira, de 32 anos, teve lesões inalatórias, causadas pela fumaça, além das queimaduras. Segundo o HR, o estado de saúde dele é estável, sem risco de morte.
A criança não se queimou e deve receber alta durante a noite desta segunda-feira (12). A mãe, Karla Juliana da Silva Xavier, já foi liberada, mas deve voltar ao hospital para fazer uma avaliação.
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O fogo durou pouco mais de uma hora, mas se alastrou muito rápido (Foto: Marlon Costa/ Pernambuco Press)
O corpo de Bombeiros foi acionado às 6h10 da manhã, para combater o fogo, que foi controlado por volta das 7h40. Para apagar o fogo, que se alastrou muito rápido, os bombeiros usaram uma das pontes que cruzam o Rio Capibaribe. Cinco viaturas dos Bombeiros foram utilizadas no combate às chamas. O trabalho de rescaldo foi finalizado por volta do meio-dia. O Instituto de Criminalística foi acionado para investigar as causas do incêndio.
No dia 3 de fevereiro, a mesma comunidade passou por um outro incêndio, que destruiu cerca de 50 residências. Dez viaturas foram até o local para conter as chamas. Por volta das 12h15, o fogo foi considerado controlado e, às 13h, foi extinto.
Uma das moradoras, Geisa da Silva, estava dormindo com sete crianças antes do incêndio. "Quem nos acordou foi o vizinho. Eu tinha acabado de sonhar com o primeiro incêndio, em fevereiro. Quando vejo, mais um. Não sei o que fazer", disse, emocionada.
Imagens enviadas para o WhatsApp da Globo Nordeste mostram casas sendo consumidas pelas labaredas. Nos vídeos e fotos, é possível observar pessoas correndo e tentando apagar as chamas. De acordo com moradores da região, o fogo atingiu moradias localizadas perto da beira do rio.
A gente perdeu tudo, não tem mais nada. Estamos só com a roupa do corpo. Eu acordei já com o fogo e com o meu vizinho gritando por socorro porque a porta da casa não abria. Eles estavam presos. Arrombei a porta da casa e tirei ele, a mulher e as crianças", relembrou Luiz Fernando Fonseca, emocionado.
Ele acredita que uma vela foi a responsável por iniciar o incêndio, que destruiu as casas da comunidade, muitas delas feitas de madeira. "Foi a vela, porque estávamos sem energia desde as 3h", apontou Fonseca.
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Uma área entre 50 e 100 metros que foi queimada (Foto: Marlon Costa/ Permambuco Press)
A Defesa Civil do Recife vai contabilizar o número de moradores prejudicados pelo incêndio. "A gente verificou de cima que temos uma área entre 50 e 100 metros que foi queimada. Entretanto, o quantitativo de barracos ainda será verificado", pontuou o secretário executivo da Defesa Civil do Recife, coronel Cássio Sinomar.
Sobre a incidência de incêndio na região, Sinomar diz que há vários fatores que propiciam o surgimento de focos. "Essa é uma área que vemos muitos matérias combustíveis como colchão, madeira e fiação elétrica instalada de forma irregular. Porém, as causas ainda serão averiguadas pela polícia", encerrou.
Solidariedade
Para ajudar as famílias atingidas pelo incêndio desta segunda-feira (12), o Clube das Pás resolveu aproveitar o evento que promove na sexta-feira (16), com Nonô Germano e Adriana B, para arrecadar donativos. A organização pede que as pessoas levem alimentos não perecíveis, doações de roupas, colchões, móveis e agasalhos., que serão doados à comunidade.
De acordo com o presidente do clube, Rinaldo Lima, os donativos poderão ser entregues no Clube Das Pás já a partir da tarde desta segunda-feira (12) . O Clube das Pás fica na Rua Odorico Mendes, número 263, no bairro de Campo Grande.
G1