Publicada em 15/01/2017 às 08h07.
Sem monitoramento de tubarões, risco de ataques aumenta em PE
Ao todo, desde 1992, Estado soma 62 incidentes e 23 mortes.

Goofyfootphotography.com, Laura Joyce/AP

 

As praias de Pernambuco, que tem o litoral com mais registros de ataques de tubarão do Brasil, estão sem monitoramento desses animais, há dois anos. Ao todo, desde 1992, o Estado soma 62 incidentes e 23 mortes.


De 2004 a 2014, a região foi contemplada com o projeto Protuba, por meio de um convênio entre a UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco) e a Secretaria de Defesa Social do Estado, que conseguiu capturar mais de 450 tubarões. Eles eram marcados com chips e soltos em alto mar.

No entanto, o  Protuba foi encerrado em dezembro de 2014. Já em 2015, foram registrados dois ataques, em Olinda e Fernando de Noronha. 


"O TCE-PE vetou o convênio devido ao alto custo para o Estado [foram gastos R$ 800 mil em 2014]", justificou na época o coronel Clóvis Ramalho, presidente do Cemit (Comitê de Monitoramento de Incidentes com Tubarões).


Em setembro, um novo projeto foi selecionado por licitação, mas sequer saiu do papel. Ele prevê a instalação de um protótipo com câmeras. "Se o banhista atravessar a faixa de segurança, estabelecida pelos arrecifes, o equipamento alerta os postos de guarda-vidas", diz Valmir Macário Filho, professor da UFRPE.


Para piorar a situação, os postos de salva-vidas não têm infraestrutura nem para ocorrências menos graves. Apenas na praia de Boa Viagem, seis pontos com estruturas elevadas estavam desativados.

 

 

 

Folha de S. Paulo

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