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O "hard Brexit" seria o mais próximo de uma ruptura total com a UE: o Reino Unido deixaria o mercado comum, a união aduaneira, e passaria a negociar com o bloco como qualquer outro país de fora da Europa. Em contrapartida, sairia totalmente da zona de livre-trânsito.
Segundo os jornais "The Sunday Telegraph" e "The Sunday Times", May dirá que controlar as fronteiras é uma necessidade para o Reino Unido nos tempos atuais. Só que isso, lembram os diários, só será possível se o país não estiver mais sob a jurisdição do Tribunal Europeu de Justiça.
A chefe de governo já disse recentemente, em declarações ao canal britânico "Sky News", que sua prioridade é conseguir "o melhor acordo possível" para o país e as empresas britânicas. Ela advertiu que o Reino Unido "sairá" de UE e não será possível "conservar pedaços" do acordo atual.
A previsão é de que May, que assumiu o cargo em julho de 2016 em substituição a David Cameron sem passar pelas urnas, apresente mais detalhes sobre seu plano para o Reino Unido, que contempla não só um acordo para o Brexit, como também uma reforma econômica.
O discurso, analisa a imprensa britânica, vai ao encontro das principais demandas dos eurocéticos e ameaça abrir um racha no seu Partido Conservador.
Por isso, May apelará tanto aos partidários como aos que se colocaram contra a saída da UE para que deixem para trás as suas diferenças e "os insultos". Segundo a imprensa britânica, ela dirá: "Os cidadãos saberão que, quando eu disse que o Brexit significava Brexit, era a sério".
Espera-se que a Suprema Corte emita durante o mês sua sentença sobre se May tem autoridade para ativar o Artigo 50 do Tratado de Lisboa sem prévia autorização do Parlamento. Se o Supremo decidir contra o Executivo, como fez antes uma corte inferior, o governo deverá preparar uma nova legislação para ser aprovada pelas duas Câmaras – Comuns e Lordes – até o fim de março.
FONTE: G1.