Publicada em 17/01/2017 às 14h45.
Prefeitura de Jaboatão tem 'rombo' de R$ 84,2 milhões, diz atual gestão
Representantes da gestão de Anderson Ferreira (PR) denunciaram, nesta terça (17), que administração anterior deixou montante como 'restos a pagar'.

Prefeito Anderson Ferreira participou da coletiva netsa terça (17) (Foto: Danielle Fonseca/TV Globo)

 

A Gestão de Anderson Ferreira (PR), atual prefeito de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, denunciou que a administração anterior deixou como herança um rombo de R$ 84,2 milhões. De acordo com o secretário de Finanças, César Barbosa, o ex-prefeito Elias Gomes (PSDB) deixou esse montante classificado como ‘restos a pagar’. A gestão anterior rebate a informação, afirmando que deixou R$ 52 milhões, valor informado durante a transição.


O valor de R$ 84,2 milhões equivale, segundo a administração de Ferreira, a custos com quase três folhas mensais de pagamento de servidores. Atualmente, o funcionalismo consome R$ 32 milhões a cada mês.


As informações sobre as dívidas do município foram repassadas nesta terça-feira (17), durante entrevista coletiva, em Jaboatão. O secretário César Barbosa afirmou que, ao assumir a gestão, o grupo de Ferreira encontrou uma extensa lista de obrigações contratuais que não tinham sido devidamente quitadas, apenas referentes ao exercício de 2016. “São restos a pagar contabilizados até o momento. Ainda falta fazer uma parte do levantamento”, observou.


O titular da pasta de Finanças afirmou que três áreas concentram boa parte desses ‘restos a pagar’: saúde, educação e infraestrutura. “São R$ 12,6 milhões referentes ao setor de infraestrutura, R$ 11 milhões na educação e R$ 8 milhões na saúde. Isso totaliza R$ 32 milhões com as áreas mais básicas da administração”, detalhou.


O secretário informou, ainda, que nos primeiros dias de administração, Jaboatão dos Guararapes tinha em caixa R$ 4,1 milhões referentes ao processo de repatriação de recursos do exterior. “Da prefeitura mesmo, eram apenas R$ 13 mil. O problema é que já temos despesas urgentes como servidores, lixo, escolas e a rede municipal de saúde”, alegou.


Diante do problema, a atual administração criou um grupo de trabalho para avaliar os contratos firmados na gestão. A equipe é composta por integrantes das Secretarias de Finanças e de Planejamento e da Controladoria-Geral do município. “Também contamos com pessoal da área específica que firmou o contrato, como saúde, educação ou infraestrutura”, afirmou Barbosa.


 

Outro lado

 

O site procurou representantes da administração de Elias Gomes. A ex-secretária de Fazenda e Planejamento Mirtes Cordeiro foi escalada para falar sobre as denúncias feitas pela gestão do atual prefeito, Anderson Ferreira. Ela desmentiu ter deixado o montante de R$ 84,2 muilhões como 'restos a pagar'. "Deixamos para pagamento R$ 52 milhões referentes a obras de pavimentação e serviços em unidades de saúde e escolas", apontou.


Cordeiro classificou como 'estranha' a forma de divulgação adotada pela atual administração de Jaboatão. "Eles sabiam de tudo, desde o processo de transição. Deixamos tudo assinado e toda a contabilidade em dia. Além disso, todo o pessoal da Secretaria de Finanças ficou na prefeitura. Só quem saiu fui eu", afirmou.


A ex-secretária ressalta ter deixado R$ 39,9 milhões em caixa em forma de convênios. "Queremos saber se a atual prefeitura já tem planos para executar esses convênio, sobretudo, de mobilidade. Precisamos saber se eles vão manter as atividades nas unidades de saúde da família, que a gente dexiou com índice de 65% de atendimento. sem falar no trabalho da educação. É preciso parar de fazer discurso", disparou.

 

 

G1

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