
Um policial descreveu o clima das ameaças de confrontos entre os integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Sindicato do Crime do RN (aliado ao Comando Vermelho), que decretaram uma nova rebelião, na manhã desta terça-feira (17), na Penitenciária de Alcaçuz, na Região Metropolitana de Natal, no Rio Grande do Norte. Os conflitos, que acontecem desde o último sábado (14), são entre duas facções rivais pelo controle dos pavilhões da unidade prisional.
"Se houver o confronto, é morte demais... a gente tá numa situação difícil. A gente acha que não tem condições de segurar. Não temos condições de matar uma quantidade dessa de preso. Se não houver confronto agora, terá de noite porque tá todo mundo solto", disse o policial.
Alcaçuz foi palco de uma rebelião que durou cerca de 14 horas, entre sábado (14) e domingo (15). Inicialmente, as autoridades estaduais falavam em pelo menos dez mortos. Ontem à noite, no entanto, os secretários estaduais da Justiça e da Cidadania, Walber Virgolino da Silva Ferreira, e da Segurança Pública e Defesa Social, Caio César Marques Bezerra, anunciaram que 26 corpos foram localizados e transferidos para o Instituto Técnico-Científico de Polícia (ITEP), onde serão identificados.
Na tarde desta segunda-feira, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, disse, por meio de sua conta no Twitter, que vai pedir ao governo federal o aumento no contingente da Força Nacional de Segurança Pública no estado. O governador virá a Brasília amanhã (17) para se reunir com o ministro da Justiça, Alexandre Moraes, e solicitar o reforço do efetivo da Força Nacional para o enfrentamento à crise instalada no sistema penitenciário.
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