Publicada em 01/02/2017 às 08h44.
Pesquisa analisa impacto familiar da microcefalia em Pernambuco
Estima-se que 70% dos casos são registrados nas camadas mais pobres.

 

As 407 crianças que tiveram diagnósticos de microcefalia confirmados em Pernambuco estão longe de serem apenas números. A epidemia da síndrome congênita provocada pelo zika vírus criou uma geração que demandará apoio da sociedade. Também mudou para sempre a vida de centenas de famílias destinadas a uma rotina de consultas e terapias, relegando as atividades profissionais a segundo plano. Para medir o impacto econômico da doença nesses lares, foi lançado, no Recife, um estudo internacional que acompanhará, por um ano e meio, famílias da capital pernambucana e do Rio de Janeiro.

A pesquisa, a ser realizada pela Fiocruz e financiada pela Fundação Wellcome Trust, do Reino Unido, foi apresentada pela médica Hannah Kuper, do Centro Internacional para Evidência em Deficiência da London School of Hygiene & Tropical Medicine. A britânica participou do workshop Impactos Sociais e Zika, promovido ontem e hoje pela Fiocruz. 

Estima-se que 70% dos casos são registrados nas camadas mais pobres. Um dos objetivos será ajudar a promover políticas para essas pessoas. “Há dois motivos para esse estudo. O primeiro é documentar o impacto socioeconômico de se ter um bebê com síndrome congênita do zika. O segundo é que as informações poderão ser usadas para melhorar as condições dessas famílias”, disse Hannah.


Diairio de Pernambuco

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