Publicada em 02/02/2017 às 08h58.
Famílias mantêm tradição de produzir alfenim no Agreste de Pernambuco
Durante as festas religiosas, famílias vendem mais de 20 mil peças por dia.

Produção de alfenim em Agrestina  (Foto: Divulgação/Assessoria)


"Doce tipicamente agrestinense, com sabor de saudade" é, também, o slogan usado na comercialização do alfenim em Agrestina, no Agreste de Pernambuco. Tipicamente agrestinense, o alfenim é um doce que tem como matéria prima açúcar, água e gotas de limão. De origem árabe e exportado para a Espanha e Portugal, o alfenim chegou ao Brasil durante a colonização.


Comum em festas religiosas, como nessa época do ano, quando acontece na cidade a tradicional Festa de Nossa Senhora do Desterro, os doceiros e artesãos que produzem alfenim, chegam a vender até 20 mil unidades num único dia. O alfenim de Agrestina é famoso por reproduzir figuras de animais e por ter formatos diferenciados, o que proporciona ainda mais beleza ao produto pela delicadeza dos detalhes.


Cada vez mais difícil de encontrar, muitas cidades já não produzem mais a guloseima. Na região, o doce ganhou destaque nas mãos dos membros da família Zacarias Santos, que mantém a tradição viva por sete gerações. Foi assim, por meio do conhecimento repassado pela família que a doceira Dona Menininha, famosa na região, aprendeu o ofício.


Devido a idade, Dona Menininha transferiu os conhecimentos para os cinco filhos. Dois deles são responsáveis por parte da produção dos doces que são vendidos no Agreste. "Cazuza e Neném mantém viva a tradição da família que produz os doces há mais de um século", disse.


G1

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