"Doce tipicamente agrestinense, com sabor de saudade" é, também, o slogan usado na comercialização do alfenim em Agrestina, no Agreste de Pernambuco. Tipicamente agrestinense, o alfenim é um doce que tem como matéria prima açúcar, água e gotas de limão. De origem árabe e exportado para a Espanha e Portugal, o alfenim chegou ao Brasil durante a colonização.
Comum em festas religiosas, como nessa época do ano, quando acontece na cidade a tradicional Festa de Nossa Senhora do Desterro, os doceiros e artesãos que produzem alfenim, chegam a vender até 20 mil unidades num único dia. O alfenim de Agrestina é famoso por reproduzir figuras de animais e por ter formatos diferenciados, o que proporciona ainda mais beleza ao produto pela delicadeza dos detalhes.
Cada vez mais difícil de encontrar, muitas cidades já não produzem mais a guloseima. Na região, o doce ganhou destaque nas mãos dos membros da família Zacarias Santos, que mantém a tradição viva por sete gerações. Foi assim, por meio do conhecimento repassado pela família que a doceira Dona Menininha, famosa na região, aprendeu o ofício.
Devido a idade, Dona Menininha transferiu os conhecimentos para os cinco filhos. Dois deles são responsáveis por parte da produção dos doces que são vendidos no Agreste. "Cazuza e Neném mantém viva a tradição da família que produz os doces há mais de um século", disse.
G1

























