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Complexo Prisional do Curado, no Recife (Foto: Everaldo Silva/TV Globo)
Dos 29.900 presos, somando-se os regimes fechado e semiaberto, 3 mil exercem algum tipo de atividade laboral nas unidades carcerárias de Pernambuco. Ou seja, desse total, 10% trabalham. Os dados foram repassados pela Secretaria Executiva de Ressocialização (Seres) e, segundo o promotor de Justiça da Vara de Execuções Penais de Pernambuco, Marcellus Ugiette, indicam uma falta de prioridade do estado em incentivar e promover um item "fundamental" para a inserção social desse detento.
“É uma falta de prioridade num item tão fundamental para a isenção social. Isso deveria ser muito mais implementado e incentivado pelo estado porque é um elemento preponderante para uma expectativa de reinserção social positiva”, acredita Ugiette.
De acordo com a última pesquisa nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), de 2014, o Brasil tem com uma população carcerária de 607.731 mil presos. Desses, 58.414 trabalham no país, sem contabilizar os dados de São Paulo, tendo em vista que, em junho de 2013, o estado paulista informou ter 48.028 detentos trabalhando. Sendo assim, ao somar os números de São Paulo, teríamos um total de 106.636 presos trabalhando no Brasil. Ou seja, 16% da população prisional do país trabalha.
Ainda levando em conta o Infopen de 2014, Rondônia é o estado com maior porcentagem de presos trabalhando (37%), seguido pelo Acre (31%), Mato Grosso do Sul (30%) e Santa Catarina (30%). Na época, segundo a pesquisa, Pernambuco registrava 4.982 presos com alguma atividade laboral, com uma porcentagem de 16%.
FONTE: G1.