
O estupro cometido contra uma adolescente em dezembro de 2014 levou o Corpo de Bombeiros Militares de Pernambuco (CBM-PE) a determinar o afastamento das atividades de um dos seus soldados. Publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) da sexta-feira (3), a portaria assinada pelo comandante-geral Manoel Francisco de Oliveira também cita o histórico de mais duas acusações de violência sexual contra o bombeiro. A decisão por "licenciamento a bem da disciplina" também foi publicada no Boletim Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS).
De acordo com a justificativa da determinação, uma das vítimas de estupro, uma adolescente de idade não revelada, informou que ela e a família sofreram constrangimento e intimidação por parte do bombeiro, e que, em alguns momentos, ele usou uma arma de fogo como forma de coação.
Ainda segundo o texto publicado no DOE, “os elementos de prova produzidos no feito revelaram cabalmente que houve a conjunção carnal entre o licenciando e a vítima, tendo sido tal fato descrito, por ambos, sob diferentes posicionamentos”.
Procurado, o Corpo de Bombeiros não informou a justificativa do soldado para explicar o ato. A reportagem também questionou o município em que foi registrado o crime, mas também não obteve retorno.
Em nota, o CBM-PE alegou que, através das investigações do caso, foi concluída a “inaceitável violação aos preceitos da ética e os valores militares”. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, o soldado foi transferido dos serviços operacionais em 2015 para uma seção administrativa interna, onde permanece atuando até então.
Também segundo o CBM, o soldado ainda pode recorrer da decisão, mas os recursos serão analisados pela corporação. “Caso [os recursos] sejam negados, ele será afastado permanentemente do Corpo de Bombeiros”, explica o assessor de comunicação do CBM-PE, Major Aldo Silva.
G1