Publicada em 20/02/2017 às 09h13.
Com novas regras, aposentadoria no Brasil pode ficar mais difícil do que em países ricos
Com a proposta do governo, quem contribuir por menos de 25 anos não terá direito a se aposentar mesmo que alcance os 65 anos.

Em outros países é permitido se aposentar com tempo menor de contribuição, mas recebendo menos / Foto: Pillar Pedreira / Agência Senado

Em outros países é permitido se aposentar com tempo menor de contribuição, mas recebendo menos
Foto: Pillar Pedreira / Agência Senado


O Brasil vai integrar o grupo de países com regras mais rígidas para aposentadoria se a reforma da Previdência for aprovada nos termos atuais. De acordo com a proposta do governo, quem contribuir por menos de 25 anos não terá direito a se aposentar mesmo que alcance os 65 anos. As informações são da Folha de S. Paulo.

 


 

Em outros lugares é permitido se aposentar com tempo menor de contribuição, com a possibilidade de receber um benefício menor que o salário mínimo. No Brasil, após cumprir os 25 anos, a pessoa receberá 76% do benefício. O valor total só será pago a quem trabalhar durante 49 anos, regra mais dura que de outros países.


Na Espanha, por exemplo, quem contribuir por 15 anos tem direito a 50% do benefício. Cada mês adicional de trabalho vai aumentar esse percentual.


Aumento da proporção de idosos em relação à de jovens

A justificativa do governo federal para a reforma da Previdência é o aumento da proporção de idosos em relação à de jovens.


Atualmente, mulheres brasileiras se aposentam após contribuir por 30 anos e homens por 35. Quem não consegue atingir essa regra pode se aposentar por idade (mulheres de 60 anos e homens de 65 anos), desde que tenha contribuído durante 15 anos.


Segundo estudo, não é possível mais adiar a reforma da Previdência

Por causa de fatores demográficos não é possível mais adiar a reforma da Previdência, mostra estudo dos economistas Fernando de Holanda Barbosa Filho e Bruno Ottoni, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).


Com o envelhecimento natural da população seria necessário que a economia crescesse, na média, 3,7% ao ano até 2050 para estabilizar o déficit da Previdência como proporção do PIB.


JC Online e Estadão Conteúdo

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