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Polícia Militar apreendeu novos materiais possivelmente ligados ao assalto à Brink's, na Zona Oeste do Recife, na madrugada da terça (22) (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Policiais militares apreenderam na tarde desta sexta-feira (24) materiais provavelmente utilizados pelos assaltantes na ação criminosa à empresa de transporte de valores Brink's, na Zona Oeste do Recife, que ocorreu na última terça-feira (21). Após uma vistoria em um terreno baldio em frente ao posto de gasolina danificado com a explosão da quadrilha, os policiais encontraram 21 munições de fuzil, um carregador de fuzil 556 e cinco capas de coletes à prova de bala.
De acordo com o sargento da Polícia Militar Roberto Freitas, que comandou o efetivo na busca dos instrumentos, os materiais foram utilizados pelos bandidos devido às alterações nos coletes e por esses estarem junto às munições de fuzil.
"Alguns desses coletes estavam rasgados e com os símbolos removidos, típico de bandido. Essas capas são compradas em lojas com a marca de corporações e eles retiraram e deixaram sem nada", explicou o sargento, complementando que não é o fardamento utilizado pela polícia, já que a corporação usa capas mais modernas.
Os objetos foram levados pelos militares para a Delegacia de Roubos e Furtos, local em que estão concentradas as investigações do caso. "Esses materiais serão vistoriados por delegados e pelo efetivo do Exército Brasileiro para verificar o lote das munições e saber a origem", esclareceu Freitas.
Essa apreensão foi possível depois que populares que moram próximo à transportadora informarem aos policiais, por meio de ligações, que materiais ainda estavam no local.
De acordo com o chefe da PM, Vanildo Maranhão, a ação teve início por volta das 3h da terça (21). "Dois caminhões passaram pela Avenida Recife em direção à sede da empresa e, do outro lado, já próximo à Brink's, havia uma blitz do Batalhão de Trânsito. Os criminosos passaram na via contrária, desembarcaram num local próximo ao alvo e fizeram um perímetro de segurança na empresa", explicou.
Após a chegada, um grupo armado realizou a primeira explosão para conseguir entrar no local e, em seguida, explodiu o primeiro cofre de segurança. A equipe da blitz era composta por dez policiais, armados apenas com pistolas, e por isso pediram reforços para outras companhias policiais. Ao todo, 138 homens estiveram envolvidos na repressão aos criminosos. Com a chegada dos policiais, os suspeitos, ainda não quantificados pela polícia, não conseguiram explodir o segundo cofre e fugiram.
Durante a fuga, o grupo deixou para trás os materiais que seriam utilizados na ação. Entre os objetos encontrados pela polícia estão munições para pistolas e para fuzis de uso restrito a policiais. As munições para fuzil podem atingir uma distância de até três quilômetros a partir do local de disparo, de acordo com o coronel Vanildo Maranhão. Ainda foram recolhidas máscaras de oxigênio, coletes à prova de balas e roupas semelhantes ao fardamento utilizado pela Polícia Federal.
De acordo com a Polícia Civil, os materiais foram apreendidos em carros encontrados no bairro do Curado, na Zona Oeste do Recife, e nas proximidades da Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, dentro de um clube da PM utilizado para a prática de tiros.
Os materiais foram encaminhados ao Instituto de Criminalística e passarão por perícia. De acordo com a chefe da Polícia Científica, Sandra Santos, não há prazo para os laudos.
G1