
O secretário de Defesal Social, Angelo Gioia, informou que 4.250 policiais se apresentaram para trabalhar durante o desfile do Galo da Madrugada, na manhã deste sábado (25). Apenas 70 homens faltaram e todos por questão de saúde ou problema familiar. De fato, pelas ruas por onde acontece o desfile, menos violência foi vista pelos foliões e o clima de medo deu lugar à animação no Galo da Madrugada. Além disso, o temor sobre a falta de policiamento gerou um público menor do que em anos anteriores, no início do desfile.
Muita gente aplaudiu e fez até reverência aos policiais militares durante o desfile. Uma foliã chegou a agradecer: "Obrigada por ter saído do quartel". No final do desfile tinha muito mais gente do que no início.
"O lançamento é normal desde ontem, polícia e bombeiros trabalhando dentro da normalidade. O que nós temos de falta de efetivo era uma falta que estava contabilizada. São problemas que as vezes o policial tem, familiar ou de saúde, e isso está abaixo inclusive do número que nós tivemos no ano passado", explicou.
Em visita ao Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciods), na manhã deste sábado (25), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, afirmou que mais de quatro mil homens estão nas ruas para fazer a segurança durante o desfile do Galo da Madrugada e o folião pode ir brincar com tranquilidade.
Familiares de Policiais e Bombeiros Militares fizeram, nesta sexta-feira (24), um dia de protestos nas ruas do Recife. O objetivo dos manifestantes é pressionar o Governo de Pernambuco por melhores condições de trabalho para as duas categorias.
A primeira polêmica do Galo da Madrugada veio antes do desfile da Troça Empatando a Sua Vista, ferrenha crítica das gestões do PSB no Estado e na Prefeitura do Recife. Dois vídeos que circulam pelas redes sociais mostram os momentos em que policiais militares confiscam material do grupo. O primeiro, no que parece ser o prédio de um dos integrantes. Pelas imagens, vê-se um PM entrando no hall do edifício. Os integrantes do bloco alegam invasão de propriedade privada.
JC Online