Publicada em 27/02/2017 às 08h52.
Cidade do interior de PE tem praça lotada em segunda noite do festival jazz
Gravatá Jazz Festival já se tornou opção alternativa do Carnaval.


Taryn e músicos da Up Town Band / foto: Allan Torres/Divulgação

Taryn e músicos da Up Town Band
foto: Allan Torres/Divulgação

JOSÉ TELES


No dia do centenário do primeiro disco gravado de jazz, pela Original Dixieland Jazz Band, em Nova Iorque, com selo da Victor, a praça Chucre Zarzar, em Gravatá, esteve mais uma vez lotada para assistir a shows de jazz, blues, bossa, pop, começando com o pianista paulista Adriano Grineberg, e banda, formada por (nomes dos caras). Pela quantidade de pessoas na plateia, nota-se que o GJF atraiu quem veio para os condomínios da cidade a fim de fugir da folia. 


Grineberg já tocou com grandes nomes da música brasileira e estrangeira, explorou idiomas e sonoridades africanas em seu ultimo disco, Blues For Africa, mas no Gravatá Jazz Festival entrou no clima de folia, e montou um repertório para balançar a plateia, cantando e tocando manjadas pérolas do blues e rhythm and blues, mesclando com hits de Tim Maia. E tome Hit the Road Jack e I Can’ t Stop Love You (Ray Charles), ou Every Day I Have the Blues.


“Quero levar vocês por uma viagem pela historia dos blues, e todas suas vertentes”, o convite foi da cantora carioca Taryn, depois de uma interpretação sensual de Hoochie Coochie Man, de Muddy Waters, Seventh Son, de Mud Morganfield, filho de Muddy (que já se apresentou no GJF). Parte do repertório de Taryn, acompanhada pela Uptown Band, veio do seu ultimo álbum, Nouveau Vintage Café, uma seleção musical com o mesmo conceito do show que apresentou no GJF.


Outras canções do set-list poderiam estar no disco, a exemplo de Georgia on My Mind, um dos grandes sucessos de Ray Charles, I Say a Little Prayer for You, da coleção de clássicos de Aretha Franklin (de Bacharach & David). Vale lembrar que a carismática Taryn Szpilman no inicio da carreira, foi vocalista da Eletro Fluminas, com o guitarrista Paulo Rafael e o tecladista Marcio LoMiranda, o trio lançou um único e hoje raro CD. Taryn terminou o show aplaudida de pé pelo público, e muita gente plantou-se na fila para tirar a inevitável selfie e comprar o Nouveau Vintage Cafe


O guitarrista Nuno Mindelis, com uma banda à altura do seu talento, tocou em sua maioria músicas autorais, como Texas Bound, do disco homônimo que gravou, vinte anos atrás, com o Double Trouble,  banda que acompanhava o guitarrista Stevie Ray Vaughan, o mesmo que tem They Call me the Beast, ou Eles me chamam a Fera. Mindelis, que não tocava em Pernambuco desde 2009,  no estilo de blues de Chicago,  segurou a plateia até o final de quase duas horas de show.


O GJF estendeu-se pela madrugada em jam sessions nos bares feito a cervejaria Mangue, onde músicos se revezam até três horas da manhã. O terceiro dia do Gravata Jazz Festival terá um tributo a Frank Sinatra pelo Arthur Philipe & Quiintessence, a Igor Prado Band, e a cantoar Rosa Marya Colin (com participação de Wallace Seixas).


CARNAVAL

Mas Gravatá não é só jazz e blues. Nesta segunda o frevo toma conta do Centro da cidade, com um encontro de orquestras. Serão sete orquestras, um delas reunindo os maestro Duda e Spok, mais um dos músicos de destaque da cidade, o baterista Adelson Silva (da Spokfrevo), que  mora em Gravatá e dirige a tradicional banda 15 de Novembro.    


As orquestras partem da sede da 15 de Novembro, e vão em cortejo até o local onde está o palco do Gravatá Jazz Festival, que se torna uma espécie de praça da apoteose do frevo. E também do maracatu, com sambadas de dois dos mais importantes maracatus de baque solto de Aliança, na Zona da Mata Sul, o Águia de Ouro, e o Estrela Brilhante.


Jc Online

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