Publicada em 03/03/2017 às 10h00.
Quarto suspeito de ação contra bancos é preso dentro de canavial
Ex-presidiário de 34 anos foi capturado no fim da tarde desta quinta (2), horas após a polícia prender três pessoas.

Vista do canavial em Moreno onde a PM fez buscas para localizar os integrantes da quadrilha (Foto: Reprodução/PRF)

 

Um quarto homem foi preso por suspeita de envolvimento na investida criminosa contra duas agências bancárias no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, na madrugada desta quinta-feira (2), de acordo com a Polícia Militar. A prisão do ex-presidiário de 34 anos ocorreu por volta das 17h e foi realizada por policiais do Grupo de Apoio Tático Itinerante (Gati) do 16º Batalhão da PM. Durante a manhã, outros três suspeitos de integrar a quadrilha foram presos, segundo a polícia.


Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o quarto homem preso é natural de Parnamirim, no Sertão de Pernambuco, e que foram apreendidas com ele uma espingarda calibre 12 com sete munições intactas. A prisão ocorreu dentro de um canavial em Moreno, também no Grande Recife. “O Gati fazia a guarda do carro Cruze no Engenho Caraúna, apreendido pela manhã, e resolveram fazer varredura no local e viram as palhas se mexerem e conseguiram prender o assaltante de banco”, segundo o texto da PM.


ação criminosa deixou seis suspeitos mortos e outros três presos, conforme divulgado pelos comandos das polícias Civil e Militar em coletiva de imprensa realizada no Recife na tarde desta quinta (2). Na ocasião, foi informado que o trio detido anteriormente se rendeu aos policiais que seguiram para o local e os outros seis foram perseguidos até um canavial em Moreno, onde trocaram tiros com o policiamento e não resistiram após serem baleados. 


Durante a investida criminosa, três pessoas foram feitas reféns e chegaram a ser feridas durante a ocorrência, mas foram liberadas e passam bem, de acordo com o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito Amaral. Também nesta quinta (2), vítimas e testemunhas foram levadas para depor na sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), na Zona Oeste do Recife.


 

Quadrilha interestadual

 

Os integrantes da quadrilha são de estados como Pernambuco, Alagoas, Acre e Rio Grande do Norte. O trio preso foi levado para prestar depoimento no Depatri e vai responder pelos crimes de organização criminosa, roubo qualificado, uso de arma de fogo, concurso de pessoas e restrição da liberdade. Para cada um dos envolvidos, a pena é de 68 anos de prisão, podendo ser dobrada devido às duas agências que sofreram a tentativa de assalto.


Apesar de ter conseguido o acesso à área da tesouraria dos bancos, a quadrilha não conseguiu explodir os cofres das duas agências bancárias. No local, foram apreendidos cerca de R$ 90 em moedas. O armamento utilizado pelo grupo, no entanto, demonstra que ele estava preparado para levar todo o numerário das agências, segundo a polícia.


Foram apreendidas as seguintes armas: três fuzis — capazes de derrubar aeronaves e de perfurar carros blindados —, uma espingarda, uma metralhadora, seis pistolas e dois revólveres, além de munições de diversos calibres. A polícia também apreendeu oito celulares, coletes à prova de balas, carregadores de armas, materiais para curativos e três carros utilizados durante a fuga dos envolvidos na ação. 


As marcas de sangue deixadas no canavial, assim como o material apreendido, foram coletadas pela Polícia Científica e passam por análise. Segundo a chefe da Polícia Científica, Sandra Santos, será feito o confronto do material genético coletado nessa ocorrência com os dados já arquivados com o objetivo de verificar se há alguma ligação com outros crimes, como o assalto à transportadora de valores Brink's, no Recife, ocorrido no dia 21 de fevereiro.


 

Entenda a ação

 

Por volta das 3h40 desta quinta-feira (2), a polícia recebeu informações sobre tiros disparados nas proximidades das agências do Itaú e do Banco do Brasil, no Centro do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Equipes da Polícia Militar foram as primeiras a chegar ao local, seguidas do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi), da Radiopatrulha e de outras unidades policiais. Ao todo, 150 PMs estiveram envolvidos na ocorrência. 


G1

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