
AS PROPOSTAS
Eram dois times com formas diferentes de buscar a vitória. O Santa Cruz com pouco esboço de um futebol coletivo, baseado em individualidades e lançamentos longos. Do outro lado, o Vila, que se não é um time de xadrez, ao menos a metade do serviço faz com eficiência: defender. O time de Hemerson Maria postava-se com duas linhas de quatro e os dois atacantes à frente. As linhas não davam muita amplitude mas deixavam o corredor central completamente intransponível.
OS ERROS
Sem aproximação para fazer as triangulações e trocar passes mais rápidos nem fazer o balanço da bola de um lado para o outro e tentar quebrar a marcação, os corais viraram presa fácil para os goianos. João Paulo, Pitbull e André Luís não evoluíam as jogadas. Quem ensaiava algo era Derley, mas por sair de uma zona de campo menos congestionada. Quando ultrapassava o círculo central, caía na mesma armadilha que seus companheiros do setor ofensivo. O time de branco era melhor sem a bola do que com ela. Ao roubá-la tropeçava nos reiterados erros de passes a tal ponto que sequer conseguia finalizar.
OPORTUNIDADES
Assim, o que o Santa conseguiu de mais perigoso foi chutar de fora da área no primeiro tempo. E quase conseguiu o gol numa bomba de Tiago Costa com pouco mais de um minuto de partida. Luís Carlos espalmou. Do outro lado, a deficiência técnica dos jogadores em trocar passes levou ao único lance digno de registro sair numa falta que Alan Mineiro bateu muito fechada e saiu.
MUDANÇA
Na volta para o segundo tempo, Bruno Paulo veio no lugar de Augusto. Mas foi o talento individual de João Paulo a fazer a diferença. Ele arrancou pela esquerda, entrou na área e encontrou uma brecha entre seus dois marcadores para encontrar André Luís. O atacante recebeu e girou para bater forte, no alto, fora do alcance de Luís Carlos aos nove minutos.
O gol foi uma bafejada de inspiração na partida. Os dois times voltaram à programação normal, com o Vila se fechando bem e o Santa com dificuldade para furar a retranca. A situação começou a mudar quando Hemerson Maria tirou um pouco ferrolho ao colocar Tiago Adan no lugar de Claudinei. Foi quase imediato o buraco aberto no meio. Dali João Paulo lançou Pitbull. Ele estava sozinho na marca do pênaltis e mandou por cima. A bola ainda beliscou no travessão antes de sair. Aos 44 ele se livrou de Gastón e mandou por cima de novo.
ABAFA
Nos minutos finais, o Santa deu campo mais do que deveria e o Vila passou a jogar mais tempo no terço final. Mas o problema crônico de finalização dos goianos facilitou a vida dos defensores corais. O lance que melhor ilustra foi uma jogada pela linha de fundo de Maguinho.
Ficha do jogo – Santa Cruz x Vila Nova
Santa Cruz: Julio Cesar; Gabriel Vallés, Anderson Salles, Bruno Silva e Tiago Costa; Derley, Wellington Cezar e João Paulo; Augusto (Bruno Paulo), André Luís (William Barbio) e Halef Pitbull. Técnico: Givanildo Oliveira.
Vila Nova: Luís Carlos; Maguinho, Guilherme Teixeira, Wesley Matos e Leo Rodrigues (Mateus Anderson); Heitor, Claudinei (Tiago Adan), Gastón Filgueira e Alan Mineiro; Alípio (Fernando Medeiros) e Moisés. Técnico: Hemerson Maria.
Local: Arena de Pernambuco. Árbitro: Paulo H Schleich Vollkopf – MS (CBF). Assistentes: Eduardo Goncalves da Cruz – MS (CBF) e Leandro dos Santos Ruberdo – MS (CBF) Gol: André Luís, aos nove do segundo tempo. Cartões amarelos: Alemão e Gastón Filgueira.
Ne10