
Os 120 homens que compõem o Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, criado com o objetivo de conter o alto índice de criminalidade em Pernambuco, passam por um intenso treinamento. Após a capacitação, eles poderão atuar na segurança do Estado. Durante o processo são exigidas disciplina, agilidade, força e resistência.
“Nós temos ocorrências com bombas, (casos) de alta complexidade, como o que aconteceu com a Brinks. Nas ocorrências de patrulha rural, nós somos chamados quando a estrutura convencional não consegue resolver e aí nós vamos para dar apoio às unidades”, explicou o Comandante do Bope, Antônio Menezes.
Além do treinamento pesado, também são desenvolvidas ações estratégicas por meio da Arte Marcial. “Ela faz com que o policial se torne mais técnico, fazendo com que a gente utilize menos força para conseguir conter alguma ideia de agressão”, comentou o professor de Jiu-Jitsu, Renato Burgos.
O curso tem duração de quatro meses e vai habilitar os policiais para manipulação de explosivos, transposição de obstáculos, defesa pessoal, negociação e resgate de reféns. A expectativa é de que a primeira turma esteja formada em novembro. Para reforçar a atuação, o Estado está investindo em novos equipamentos como helicópteros com visão noturna e o veículo blindado conhecido como caveirão. Atualmente, o Bope conta com 120 homens mas a ideia é de que o batalhão tenha um efetivo de 300 militares.
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