
Segundo o urologista Guilherme Maia, do Hospital Santa Joana Recife, o câncer de bexiga acomete principalmente pessoas com mais de 55 anos e a maioria delas são homens. “A doença é o quarto maior tipo de câncer nos homens. Eles têm de 3 a 4 vezes mais chances de desenvolvê-lo, quando comparados com as mulheres”, afirma. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2016 a estimativa de novos casos para os homens era de 7.200, enquanto para elas o número era de 2.470.
A causa do câncer de bexiga ainda não é certa, mas a doença tem sido associada ao tabagismo, a infecções parasitárias, radiação e exposição a substâncias químicas. Além disso, há alguns fatores de risco que contribuem para o desenvolvimento do problema, como idade avançada, inflamação crônica na bexiga, histórico familiar e etnia branca.
Guilherme Maia explica que o câncer de bexiga é silencioso e os primeiros sintomas só aparecem quando a doença já está em um nível avançado. “Os sinais mais comuns são a presença de sangue na urina, dores pélvicas, sensação de ardor, urgência e vontade incontrolável de urinar. Nos casos mais graves também há a perda de apetite e peso, inchaço nos pés, dores ósseas e impossibilidade de urinar”, conta o médico.
O diagnóstico é feito através de uma série de exames, como de urina, citologia urinária, tomografia, cistoscopia e biópsia. “O tratamento mais indicado vai depender do estágio do câncer. Entre as opções estão a cirurgia (com remoção completa ou parcial da bexiga) por via tradicional, laparoscópica ou até mesmo robótica, terapia intravesical, radioterapia e quimioterapia”, finaliza Maia.
Abril