Publicada em 23/07/2017 às 06h45.
Chuvas agravam poluição e deixam 20 trechos de praias impróprios para banho
Boletim de balneabilidade do IMA revela praias impróprias no litoral alagoano.

Praia de Ponta Verde aparece no boletim de balneabilidade como imprópria

FOTO: ARQUIVO/GAZETAWEB

 

A falta de saneamento básico nos municípios de Alagoas agrava a poluição nas praias mais atrativas do extenso litoral do estado. Segundo o boletim de balneabilidade, divulgado ontem (21) pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas(IMA), nesse período chuvoso pelo menos 20 trechos estão impróprios para banhos pela alta concentração de coliformes fecais.


No litoral sul,o resultado analítico das coletas apontam para cinco trechos de praias impróprios aos banhistas, sendo dois deles no Rio São Francisco, no município de Piaçabuçu; Praia do Gunga (200 metros da Foz da Lagoa de Roteiro); Barra de São Miguel, na parte mais urbana; e no rio Niquim, próximo à Foz.

 

O banhista também deve evitar mergulhar em sete trechos de praias no litoral Norte do Estado, em ruas principais de Paripueira, Porto de Pedras, Japaratinga e Maragogi. Este último município, tem alto nível de poluição em frente à Foz do Rio Salgado, e também dos rios Maragogi e Persinunga. Em Maceió, a balneabilidade é ruim em trechos do Pontal da Barra, Avenida, Ponta Verde, Jatiúca, Jacarecica e Cruz das Almas.


O IMA orienta à população, especialmente os visitantes, que "evitem as praias influenciadas pela presença de cursos d`água supostamente contaminados por esgotos nas 24 horas subsequentes à ocorrência de chuvas, visto que, durante este período é maior a probabilidade por matéria de origem fecal e, consequentemente, o risco de contrair doenças infecciosas".


Segundo o IMA,o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece os seguintes critérios de balneabilidade: as praias são consideradas próprias, quando em 80% ou mais de um conjunto de amostras obtidas em uma das cinco semanas anteriores, colhidas no mesmo local, não exceder um limite de 800 NMP (Número Mais Provável) de Escherichia coli por 100 ml da amostra de água. Acima de 2 mil Escherichia coli por 100 ml, a utilização é desaconselhável.


A bactéria Escherichia coli não é estranha ao organismo humano. Ela vive em nosso trato digestivo, compondo o que chamamos de flora intestinal. A infecção pela bactéria, no entanto, pode causar diarreias, infecções urinárias, entre outras patologias, principalmente em crianças e idosos.

 

 

Gazeta Web

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