/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/L/7/wsxqe8TWCdS7tF151knQ/whatsapp-image-2017-08-02-at-10.46.07-am-1-.jpeg)
Polícia Civil apresentou, nesta quarta-feira (2), no Recife, balanço da' Operação Durga'
(Foto: Ascom/Polícia Civil)
O líder do braço pernambucano da quadrilha nacional que assaltou a sede da empresa de segurança Brinks, na Zona Oeste do Recife, em fevereiro deste ano, era agente de trânsito em um município da Região Metropolitana. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (2) pelo delegado João Gustavo Godoy, durante a apresentação do resultado da ‘Operação Durga’, deflagrada na terça-feira (1º), em Pernambuco, São Paulo e Rio Grande do Norte.
Em coletiva de imprensa, realizada no Recife, Godoy, que é titular da Delegacia de Roubos e Furtos, apontou que o líder do grupo tinha ligação com um a organização criminosa que atua em presídios em todo o país. “Infelizmente, ele fazia parte da infraestrutura de segurança do estado”, afirmou o delegado.
A polícia acredita que o líder da organização tinha interesses na política. “Ele tinha uma vida estruturada. Chegou a alugar um caminhão para distribuir chocolates em uma comunidade. Temos informações de que ele também participou da campanha política municipal de 2016 e pretendia ser candidato em 2018”, comentou Godoy.
A ação recebeu o nome de ‘Durga’ em referência a uma deusa do hinduísmo que tem vários braços. A analogia foi feita a partir da constatação do envolvimento de pessoas de diversos estados, uma vez que a quadrilha atuava em Pernambuco, São Paulo, Rio Grande do Norte e em Alagoas. A ação era marcada pela terceirização dos trabalhos. "As armas vinham de um estado e o pessoal contratado para participar era de outro. Isso dificulta a investigação”, afirmou o policial.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/02/21/whatsapp-image-2017-02-21-at-5.36.32-am.jpeg)
Segundo a polícia pernambucana, além da explosão da Brinks, durante a qual veículos foram queimados e três PMs ficaram feridos, o grupo teve participação em outros crimes no Recife. "Há evidências da participação desse pessoal na invasão do escritório de um grupo empresarial na Várzea, na Zona Oeste, e de um supermercado, no Grande Recife", observou Godoy.
Na coletiva, o delegado não revelou o valor levado pelos bandidos na ação da Brinks. “Só posso dizer que foi um valor muioito menor do que o especulado na época”, comentou.
A ação contra a Brinks contou com a participação de pelo menos 15 homens fortemente armados. “Todo o braço pernambucano foi desarticulado. A polícia ainda não conseguiu encontrar o suspeito em São Paulo”, disse o delegado.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/02/21/whatsapp_image_2017-02-21_at_6.29.56_am.jpeg)
Segundo a Polícia Civil de Pernambuco e o Ministério Público, a ‘Operação Durga’ só foi viabilizada a partir de informações repassadas por um integrante da quadrilha. A pessoa, que não terá o nome nem a participação revelados, deverá ser beneficiada por um processo de delação premiada.
Assim, de acordo com Godoy, o ex-integrante do grupo não deverá ser punido nem preso. “Ele deu informações preciosas. No meu relatório, escrevi que ele não deve ser indiciado e pode ser levado a um program de proteção a testemunhas”, justificou.
Lapenda acredita que será preciso seguir todos os trâmites da delação premiada. “Esse caso preenche todos os requisitos. As informações seguirão para o Judiciário, que pode homologar ou não. Acho que pode ser pedida a extinção da punibilidade dele”, acrescentou.
/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2017/04/07/whatsapp-image-2017-04-07-at-07.08.03.jpeg)
Suspeitos presos e material apreendido são levados para o Depatri, na Zona Oeste do Recife
(Foto: Pedro Alves/G1)
Na 'Operação Durga', os agentes cumpriram também 17 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de dois mandados de condução coercitiva, quando os suspeitos são levados para prestar depoimento.
Cinco homens foram presos e encaminhados para o Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, Zona Oeste do Recife. Quatro deles foram detidos em casa, em bairros da capital e de cidades da Região Metropolitana. O quinto foi preso no Rio Grande do Norte. Todos os detidos já cumpriram pena por assalto a banco.
A polícia apreendeu quatro carros em Pernambuco com placas do Recife, de Natal e de São Paulo. A corporação também recolheu projéteis de arma de fogo.
De acordo com a polícia, os bandidos tinham como alvo principal a empresa de transporte de valores. Para entrar no cofre, explodiram o muro de uma loja de conveniência de um posto de combustíveis, que fica no terreno ao lado.
O grupo fez cinco pontos de bloqueios para facilitar a investida, de acordo com a PM e a Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU). Moradores registraram momentos de pânico.
O primeiro ocorreu na Ponte do Jiquiá, na Avenida José Rufino com a Rua São Miguel. Ainda na José Rufino, outro bloqueio só que no cruzamento com a Avenida Recife, onde deixaram um carro queimado pouco antes do Viaduto Ulisses Guimarães. Um ponto no viaduto e outro logo após ele. O último bloqueio foi formado na Avenida Recife próximo ao Conjunto Habitacional Ignêz Andreazza.
De acordo com a Polícia Civil, ao todo, foram queimados sete veículos nos bloqueios. Os bandidos abandoranam, em cima do Viaduto Ulisses Guimarães, um dos veículos utilizados durante a investida criminosa. O carro blindado foi pintado de preto e a placa retirada para dificultar a identificação. A Avenida Recife, uma das principais vias da Zona Oeste, chegou a ser interditada no sentido Zona Sul.
G1