Publicada em 03/08/2017 às 14h58.
MPF: genro de ex-deputado de PE era responsável por propina da Transcarioca
Laudo Ziani teria recebido o valor de um escritório de advocacia e entregue ao ex-secretário de obras do Rio.

Laudo Ziani foi preso no apartamento onde mora, em Piedade / Foto: Reprodução/TV Jornal

Laudo Ziani foi preso no apartamento onde mora, em Piedade
Foto: Reprodução/TV Jornal

 

 

O genro do ex-deputado Pedro Correa, Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani, preso na manhã desta quinta-feira (3) pela Operação Lava Jato em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, é apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como o responsável pelo pagamento de propina da 2ª etapa da obra da Transcarioca, corredor de BRT do Rio de Janeiro. A operação foi batizada de Rio 40 Graus. A empresa que seria de Laudo, em Petrolina, também foi alvo de busca de apreensão. Laudo foi levado para a sala da Polícia Federal no aeroporto do Recife e aguarda o embarque para o Rio de Janeiro, onde ficará detido.


Segundo o MPF, Laudo Ziani solicitou ao representante da OAS e do Consórcio Transcarioca Rio, Antonio Cid Campelo, o pagamento de 1% do valor do contrato. A propina seria corresponde à segunda etapa da obra da Transcarioca, contratada por R$ 540 milhões. O valor seria repassado a agentes públicos vinculados ao Ministério das Cidades para viabilizar a liberação dos recursos para o projeto.


(Reprodução do site Ne10)

 

O valor da propina teria sido entregue em dinheiro diretamente ao ex-secretário Alexandre Pinto. Além disso, também foi  identificado o contrato fictício no valor R$ 6,49 milhões com o escritório de advocacia de Vanuza Sampaio, que repassava os  valores a Laudo.


 

De acordo com a PF, as investigações começaram há oito meses e apontam o pagamento de R$ 35,5 milhões em vantagens indevidas a autoridades públicas e servidores públicos municipais.


PETROLINA

Um dos mandados de busca e apreensão da Operação Rio 40 Graus foi cumprido em Petrolina, também na manhã desta quinta-feira (3), por agentes da Polícia Federal da Bahia. O mandado foi cumprido na empresa Rocha Firme, de extração de brita. Foram apreendidos documentos, extratos bancários e computadores. A suspeita é Laudo Ziani é um dos sócios da empresa. O material também será encaminhado para o Rio de Janeiro.

 

 

 

JC

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