
Aterro sanitário de Aguazinha
Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco
O lixão de Aguazinha, na II perimetral de Olinda, encerra suas atividades a partir desta quarta-feira (9). A informação foi confirmada pela Prefeitura de Olinda, durante coletiva de imprensa, na manhã desta terça (8). A medida atende à determinação da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), que ordenou o fechamento no último dia 26 de julho, prorrogando por mais 15 dias o prazo para a gestão de Olinda apresentar uma alternativa emergencial.
Segundo a Prefeitura, o local vai ser cercado e o portão, fechado. De acordo com o poder municipal, as 70 famílias que dependem totalmente da reciclagem do lixo de Aguazinha foram cadastradas e serão capacitadas para, então, serem inseridas em programas de coleta seletiva da cidade. Além disso, a secretaria de educação de Olinda fará um levantamento para identificar as crianças que ficavam brincando em meio ao lixão para direcioná-las às escolas da rede municipal. No local os catadores afirmam que o número de famílias é muito superior ao informado pela Prefeitura e que ninguém foi cadastrado.
Aguazinha servia de área de transbordo para receber as 400 toneladas de lixo geradas em Olinda por dia. De lá, seguia em carretas para o aterro sanitário de Igarassu. outra cidade da Região Metropolitana do Recife. Problemas financeiros fizeram com que Olinda encerrasse o contrato com a CTR Igarassu, gerando grande acúmulo de lixo no local. Esse problema, inclusive, fez a prefeitura perder a Licença de Operação da CPRH para continuar utilizando o local em Olinda.
Agora, com a desativação de Aguazinha, o lixo de Olinda seguirá para Mirueira, em Paulista, antes de seguir a Igarassu. Na RMR, Mirueira é a única área licenciada pela CPRH para transbordo. Essa foi a única medida emergencial para os próximos três meses, tempo em que Olinda se organizará para apresentar um plano de recomposição para as 100 mil toneladas acumuladas em Aguazinha. E, sendo aprovado pelo órgão estadual, dar início ao processo de licitação.
Esse contrato emergencial com a prefeitura de Paulista para Olinda utilizar a Mirueira como área de transbordo nos próximos 3 meses, gerou uma despesa de R$ 1,3 milhão aos cofres do município.
Adequando-se à norma da CPRH, Olinda volta a receber o ICMS ambiental, que o município não vinha recebendo nos últimos anos. Só em 2015 e 2016, a falta de repasse fez com que a cidade deixasse de receber R $ 6 milhões por ano. A urgência em encerrar as atividades em Aguazinha estava nas multas que a CPRH aplicou ao município, totalizando R$ 790 mil.
Folha PE