A Defesa Civil do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, interditou nesta segunda-feira (7) a casa vizinha à pousada cuja marquise caiu e deixou três mortos e três feridos no sábado (5). Além de realizar uma vistoria detalhada do local do acidente nesta segunda, o órgão também analisa outras pousadas da Praia de Gaibu para coibir novos acidentes do tipo.
A casa vizinha interditada é da professora Maria Conceição Alves, de 42 anos. Os técnicos e engenheiros alertam que o risco é que a queda da segunda marquise abale a estrutura da residência.
“Eu fico muito triste porque moro aqui desde que nasci. A casa é uma herança dos meus pais. Eles [Defesa Civil] disseram que eu tenho que sair, que não tenho condição de ficar aqui. Vão me dar um auxílio moradia para encontrar outro lugar para morar”, contou.
Durante uma análise no local do acidente, a equipe de técnicos já havia ferificado que a construção, planejada para ser uma marquise sem circulação de pessoas, era usada como varanda. No local, ainda há uma segunda marquise, localizada no segundo andar do prédio. “Acreditamos que ela tenha sido feita no mesmo modelo da que caiu. Vamos demolir por precaução”, explicou a secretária executiva de Obras do município, Maria Conceição Lafaiete.
De acordo com a coordenadora da Defesa Civil do município, Ana Sandra Souza Leão, o proprietário do local do incidente já havia manifestado na prefeitura o desejo de que o lugar não funcionasse mais como pousada.
“Segundo informações que obtivemos, o proprietário já havia dado baixa na licença [de funcionamento] há algum tempo. Não era para funcionar como pousada. Vamos verificar as condições estruturais das outras pousadas de Gaibu”, pontuou. Entretanto, a Defesa Civil não soube informar desde quando o estabelecimento não possuía mais o registro.
Em nota, a Polícia Civil informou que o Instituto de Criminalística (IC) e o Instituto de Medicina Legal (IML) estiveram no local no dia do acidente. O IC voltou, nesta segunda-feira (7), ao local para fazer uma nova vistoria e a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso.
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Por meio de nota, a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho lamentou o ocorrido e, através da Secretaria de Programas Sociais, afirmou estar dando apoio a todos os familiares das pessoas envolvidas no acidente.
Ainda de acordo com a administração municipal, o prédio tem mais de 30 anos de construção. Em 2013, o proprietário do imóvel solicitou o cancelamento da inscrição mercantil junto à Secretaria da Fazenda do Cabo e, a partir de então, o imóvel não poderia funcionar como pousada. A Prefeitura também disse estar produzindo um parecer técnico com a Defesa Civil do Cabo de Santo Agostinho para definir quais os próximos procedimentos a serem realizados no local.
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Jackson Mariano da Silva, de idade não revelada, passou por uma cirurgia no abdômen durante a noite do sábado (5) e está internado na enfermaria no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, região central do Recife. Segundo a unidade de saúde, o estado de saúde é considerado estável e ele segue sem previsão de alta.
De acordo com a Defesa Civil do Cabo de Santo Agostinho, mais duas pessoas também ficaram feridas. Elas estavam na varanda da pousada no momento do acidente. Um idoso, de 70 anos, teve ferimentos leves e uma mulher, de 52 anos, quebrou uma costela. Eles foram atendidos em um hospital particular no Espinheiro, Zona Norte do Recife, mas passam bem, segundo o órgão municipal.
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De acordo com Maria José Lira Silva, auxiliar de serviços gerais e esposa de José Vicente, o marido trabalhava no Conservatório Pernambucano de Música como auxiliar de serviços gerais. Ele tinha ido a Gaibu a passeio, com colegas do Conservatório.
A babá Maria Helena Barbosa, mãe de Alisson, disse que o filho estava trabalhando no depósito de água e gás que fica ao lado da pousada, quando foi atingido. De acordo com a mãe, Alisson era funcionário do depósito havia quase dois anos.
O dono do depósito é pai de Gilberto, 12 anos, que também morreu no acidente. O menino estava na calçada em frente no momento do desabamento. O pai não quis falar com a imprensa.
G1