Publicada em 14/08/2017 às 15h28.
Juiz determina exame de corpo de delito em presos supostamente torturados em AL
Em protesto no Fórum da Ufal, familiares denunciaram que dezenas de reeducandos haviam sido espancados nesse fim de semana.

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Esposas de reeducandos fazem protesto em frente ao Fórum da Ufal 

FOTO: GILBERTO FARIAS

 

Familiares de detentos do Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, fizeram um protesto na manhã desta segunda-feira (14), no Fórum Professor José Cavalcanti Manso, situado na Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Eles alegaram que dezenas de reeducandos teriam sido torturados nesse fim de semana. Em resposta, o juiz da Vara de Execuções Penais, Braga Neto, determinou - de imediato - exame de corpo de delito nos presos que foram identificados pelos manifestantes. 


Compareceram cerca de 70 pessoas protestando contra supostas ações de tortura cometidas por agentes penitenciários. Segundo relatos das famílias, alguns reeducandos haviam sido atingidos por disparos não letais na região dos testículos enquanto outros, barbaramente espancados e torturados. 

 

Familiares de reeducando do Presídio do Agreste fazem protesto

Imagens: Patrícia Mendonça

 

Conforme pontuou Braga Neto, as informações contidas nos relatos não podem ser tomadas como verdade absoluta, pois é preciso investigação. Porém, alguns presos devem ser convocados pelo juiz a prestar esclarecimentos sobre o fato. 


"Vários familiares conversaram comigo e expuseram a situação na unidade, citando, inclusive, alguns nomes. Entretanto, é preciso apurar e, por causa disso, estou determinando, imediatamente, a realização do exame de corpo de delito nestes presos identificados, para que não haja sumiço dos vestígios, já que as supostas agressões ocorreram no fim de semana", informou o magistrado, acrescentando que vai determinar a apuração rigorosa do caso, informando toda a situação à Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris), para que tome as devidas providências.

 

O titular da Vara de Execuções também comentou que vai encaminhar ofício ao Ministério da Justiça, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Ministério Público Estadual (MPE), para que investiguem a denúncia. "Devo ir ao presídio nesta quarta, a fim de obter mais detalhes que o caso requer", completou o magistrado. 

 

Gazeta Web

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