Publicada em 28/08/2017 às 17h08.
Polícia indicia dois em inquérito sobre morte do empresário Sérgio Falcão
Corpo foi encontrado em apartamento na Zona Sul do Recife há cinco anos.
Empresário Sérgio Falcão foi encontrado com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)
Empresário Sérgio Falcão foi encontrado com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife (Foto: Reprodução/TV Globo)

 


No aniversário de cinco anos da morte do empresário Sérgio Falcão, a Polícia Civil de Pernambuco confirmou que duas pessoas foram indiciadas pelo crime. Até então, o laudo do Instituto de Criminalística (IC) apontava para suicídio, hipótese questionada pela família. A vítima foi encontrada com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, em 28 agosto de 2012.


O inquérito foi concluído e entregue à Justiça na sexta-feira (25). A Polícia Civil apontou que outros detalhes sobre a conclusão das investigações só devem ser divulgados em uma coletiva de imprensa, prevista para a tarde desta segunda-feira (28).


O empresário Sérgio Falcão foi encontrado morto em seu apartamento na Avenida Boa Viagem, com um tiro na cabeça, em 28 de agosto de 2012. A polícia trabalhou com as hipóteses de suicídio e de homicídio. O corpo do empresário chegou a ser exumado para nova perícia.


Jaílson Melo, ex-segurança dele, foi filmado pelas câmeras de segurança do circuito interno do prédio entrando e saindo do edifício, no dia da morte. Nas imagens, ele aparece entrando no elevador, após ir até a casa do empresário, guardando uma arma na cintura. Em depoimento à época, Melo afirmou que foi chamado por Sérgio no apartamento e que, lá, o empresário teria tomado a arma e se suicidado.


Nesta segunda-feira (28), o advogado de Jaílson Melo, André Fonseca, sustentou a inocência de seu cliente, que foi apontada como um dos suspeitos na época. “O indiciamento está totalmente equivocado. Ele vai de encontro ao laudo pericial do IC, que já concluiu que foi um suicídio. Onde a delegada tomou essa conclusão. Acredito que a Justiça não vai levar isso a frente”, disse.


 

Família


 

Por telefone, o advogado Ernesto Cavalcanti explicou que a família Falcão concorda com a conclusão do inquérito, mas que só ficará satisfeita quando o mentor intelectual e o autor material do crime forem presos. “A verdade do fato começa a aparecer. A Justiça tarda, mas não falha. Nunca tivemos dúvida de que ele foi morto. Sempre discordamos da tese que fora defendida pelo Instituto de Criminalística”, pontuou.


Desde o começo, a família do empresário descartou a possibilidade de suicídio. Na época, Cavalcanti contou que teve acesso ao laudo do exame, que apontou não haver resquícios de chumbo nas mãos do empresário. De acordo com o laudo, a bala teria entrado no céu da boca e saído pela cabeça da vítima.


A família acreditava que a morte tem causas financeiras, já que a Construtora Falcão estava passando por um momento de crise, com 14 obras paralisadas, sendo dois prédios no Recife e 12 em Maceió (AL). O período conturbado da empresa havia começado há quatro anos. Sérgio estaria em depressão profunda, sendo acompanhado por psiquiatras e tomando remédio controlado.


A crise pessoal do empresário teria se intensificado após a separação da ex-mulher, que teria o impedido de ver o filho, de 4 anos. Ele teria começado a utilizar guardas-costas após a crise financeira da empresa.


G1

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