O conselheiro Marcio Pessoa, da Região II, disse à reportagem que recebeu a ligação de uma enfermeira da maternidade informando sobre a suposta venda. “Uma das acompanhantes que estavam no quarto com a mãe ouviu a conversa e disse a enfermeira. Em seguida, ela [enfermeira] ligou para o conselho”, afirma.
Segundo Pessoa, a mãe da criança estava acompanhada de uma mulher que se apresentou como irmã dela. “Elas começaram a se contradizer. Pedi os documentos dela e percebi que não havia nenhum parentesco entre as duas. Elas não me explicaram nada do que perguntei. Decidi levar a criança para uma instituição que abriga crianças e bebês”, diz.
Enquanto o conselheiro pegava o bebê para fazer os procedimentos necessários, as duas mulheres fugiram da maternidade. “Testemunhas disseram que uma terceira pessoa estava do lado de fora esperando as duas”, diz.
O conselheiro explicou ainda que a família pode procurar o Conselho Tutelar. Se nenhum familiar do bebê aparecer, ele será encaminhado para a fila de adoção.
“Estou enviando o relatório sobre o caso para o Ministério Público e para o Juizado da Criança e do Adolescente. Eles que vão apurar todo o fato”, reforça o conselheiro Marcio Pessoa.

























