Publicada em 08/09/2017 às 10h29.
Análise preliminar não encontra sêmen em guardanapo que limpou grávida após abuso sexual em ônibus
Até segunda (11), novo resultado deve ser divulgado.
Caso ocorreui no Terminal Integrado de Camaragibe na terça-feira (5) (Foto: Reprodução/TV Globo)
 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Diante dessa inconclusão inicial, o guardanapo foi encaminhado para o Laboratório de Genética Forense da Polícia Científica para tentar extrair e identificar material genético na amostra. A previsão é de que o resultado desta nova análise seja divulgado em quatro dias, ou seja, até a segunda-feira (11).


No caso ocorrido no Terminal Integrado de Camaragibe, a suspeita é de que um homem de 23 anos tenha ejaculado em uma mulher de 27 anos, que está grávida de quatro meses e prefere não ser identificada, dentro do ônibus. O suspeito é um vendedor ambulante de 23 anos que se aproximou dela para oferecer goma de mascar. Em entrevista a mulher contou que negou a oferta, mas ele teria continuado ao seu lado e passado o pênis no braço dela.

 

Homem detido por suspeita de ejacular em uma mulher dentro de um ônibus foi solto pela Justiça

Homem detido por suspeita de ejacular em uma mulher dent de um ônibus foi solto pela Justiça

 


Quando o ônibus chegou ao terminal, ela informou o corrido aos seguranças do local, que levaram o suspeito para uma sala e chamaram a polícia. O homem relatou ao delegado Ricardo Cysneiros que estava com uma garrafa de água dentro da mochila e acabou molhando a mulher. Porém, ele foi indiciado pela Polícia Civil pelo crime de estupro e levado para uma audiência de custódia nesta quarta (6), na qual a Justiça decidiu que ele vai responder em liberdade.

Segundo o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), a decisão da juíza Roberta Barcala Batista Coutinho baseou-se no fato de ele ser réu primário, registrar bons antecedentes e residir no mesmo endereço desde o nascimento. Além disso, como a vítima não relatou ameaça ou violência, o caso não se enquadra no artigo 213 do Código Penal — constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso.


Também na entrevista a grávida que denunciou o caso criticou o posicionamento da Justiça e cobrou uma punição mais severa para o suspeito.


G1

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