Publicada em 10/09/2017 às 11h53.
Policial suspeito de matar vizinho no DF após briga pelo WhatsApp é preso
Militar reformado foi detido pela Corregedoria da PM na noite deste sábado

Costa e Adilson discutiram em um grupo do condomínio

FOTO: REPRODUÇÃO

O policial militar reformado José Arimatéia Costa, suspeito de matar um vizinho a tiros em Samambaia, no Distrito Federal, foi preso na noite deste sábado (9) no Gama. Segundo a Polícia Militar do DF, a prisão foi feita pela Corregedoria da corporação.


A PM informou que o policial quebrou o braço e deve passar por uma cirurgia. Ele vai ficar sob custódia e, após alta médica, será levado à carceragem da corporação, que fica próxima ao Complexo Penitenciário da Papuda.


O crime aconteceu na noite de quinta-feira (7). Costa e um vizinho, Adilson Silva, 36, discutiram em um grupo de mensagens do condomínio onde moravam, em Samambaia.


De acordo com a Polícia Civil, depois da troca de mensagens Costa foi até o apartamento de Silva, onde voltaram a discutir e entraram em luta corporal. Em seguida, o policial reformado sacou uma arma e disparou contra o vizinho.


Ainda na noite de quinta, a Polícia Civil ouviu outros dois moradores do prédio e a mulher da vítima, que presenciou o homicídio. A Polícia Civil informou que o Costa disparou duas vezes contra Silva, que foi atingido no tórax e morreu no local.


Depois do crime, o policial reformado fugiu de carro. Imagens das câmeras de segurança do condomínio registraram o momento da fuga.


O Tribunal de Justiça havia decretado a prisão preventiva (provisória) de Costa na sexta (8). Desde então, ele estava foragido.

A discussão


A discussão começou às 18h, por mensagens pelo WhatsApp. Em uma imagem, o policial militar José Arimatéia Costa mostrou uma mancha branca que apareceu na janela do apartamento, e acusou o vizinho de cima de ter "cuspido pasta de dente" pela janela.


Em resposta, Silva enviou uma sequência de mensagens e áudios, em que negava a "autoria" da mancha e chamava o vizinho para resolver as coisas "pessoalmente".


"Meu irmão, você tá a afim de resolver sua porra, você venha pra cá e fale, tá bom? Não venha pra cá botar porra de grupo. Você não sabe o que tá falando, não. [...] Cheira essa desgraça aí e veja se é uma pasta de dente, rapaz! [...] Suba aqui pra gente conversar."


A discussão virtual cessou e, minutos depois, vizinhos ouviram tiros no apartamento de Adilson. Em um áudio enviado no mesmo grupo, uma mulher fala sobre o momento do crime. "Já acionei o 190 aqui para chamar a polícia. Mas foi um negócio, assim, violento, e eu vi na hora que ele disparou a arma".


Gazetaweb
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